Lisboa

Tumor rouba sonho a jovem promessa do futebol

Tumor rouba sonho a jovem promessa do futebol

Tiago Marques, um jovem de 18 anos, estudante e jogador de futebol, luta há quase um mês pela vida no IPO de Lisboa, após ser-lhe diagnosticado um grave tumor cerebral, em maio. A família procura ajuda.

Paula Alexandra Dias, mãe de Tiago e de mais três filhos, não esconde a emoção pela volta que a sua vida levou em apenas cinco meses. E impressiona pela força com que persiste na luta para salvar o seu "menino". "Enquanto ele estiver ali, eu não desisto. Sempre cumpri as promessas que fiz aos meus filhos. A única coisa que não consegui foi prometer ao Tiago que ia ficar bom", desabafa, entre lágrimas, à porta do Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa.

O "calvário" da família começou em maio. "Ele queixou-se de uma dor na perna e foi ao hospital. Aí, disseram-me que havia qualquer coisa que não estava bem e que era preciso ficar internado", recorda.

Tiago teve alta nove dias depois, sem um diagnóstico alarmante. "Disseram apenas que tinha uma inflamação no lóbulo central", conta a mãe ao JN.

Fiorentina quis levá-lo

Só que o jovem foi piorando. Começou a ter cada vez mais dificuldade em andar e acabou por ser examinado no Hospital Egas Moniz, onde ouviu, pela primeira vez, o terrível veredicto: um glioblastoma multiforme grau IV, tumor extremamente letal e agressivo.

Quando começou a ser seguido no IPO, o diagnóstico foi ainda pior: o tumor cerebral tinha três focos. À mãe foi explicado que não tinha cura e que o prognóstico de vida era de 11 a 17 meses.

Mas Paula Dias, qual mãe coragem, não desistiu. "A que país do Mundo tenho de ir para ajudar o meu filho?", perguntou aos médicos. Ficou a saber que na Alemanha, Suíça e Inglaterra há clínicas que podem ajudar pessoas com estes problemas. "Não é uma cura, mas pode ajudá-lo a viver mais tempo", explica. A 16 de setembro, um dia antes de completar 18 anos, Tiago deu entrada no IPO, onde se mantém até hoje.

Divorciada, com os quatro filhos a cargo, e com o RSI como rendimento único, a família não teria hipóteses de levar Tiago a um destes centros, onde a intervenção custa cerca de 27 mil euros. A onda de solidariedade gerada em volta do caso já permitiu juntar quatro mil euros, verba, porém, ainda longe do objetivo.

Para trás ficou o sonho de uma carreira no futebol. "Ele jogava num clube de Sintra e tinha jeito. Chegaram a dizer-me que andavam olheiros do Benfica a observá-lo. E há tempos, os dirigentes do Fiorentina falaram comigo, mas disse-lhes que nem pensar em deixar o meu filho ir para o estrangeiro", conta a mãe.

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