Covid-19

Universidade de Lisboa vai fazer mais de mil testes por dia

Universidade de Lisboa vai fazer mais de mil testes por dia

Reitor acredita que capacidade de produção duplicará. Investigadores criaram kit com reagentes portugueses.

A Universidade de Lisboa vai fabricar cerca de mil testes por dia para despistar o novo coronavírus até ao final da semana, anunciou o reitor na segunda-feira.

"Desde hoje [ontem] o Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa está a começar a fazer 300 testes por dia, a Faculdade de Farmácia também e o Instituto Superior Técnico (IST) ainda esta semana poderá fazer 400 testes por dia", explicou António Cruz Serra, durante a apresentação da nova unidade de apoio hospitalar da Câmara e da UL, na Cidade Universitária.

Custa 30 euros

O reitor acredita que tanto o IMM como a Faculdade de Farmácia possam duplicar a capacidade de produção para "praticamente o dobro" na próxima semana. A confirmarem-se estas previsões, a UL vai conseguir fabricar diariamente cerca 1600 testes, mais de 11 mil por semana se os laboratórios funcionarem todos os dias.

Os investigadores do IMM criaram um kit de diagnóstico do vírus, respondendo ao repto lançado pela diretora do instituto, a cientista Maria Manuel Mota, no dia 12. São os mesmos testes que irão ser aplicados nos lares e que usam reagentes produzidos em Portugal, pela empresa de biotecnologia NZYTech, tendo um custo de produção estimado em cerca de 30 euros.

Desde ontem que os testes do IMM estão a ser usados na operação conjunta dos ministérios da Segurança Social (MTSSS) e da Ciência (MCTES) para testarem idosos em lares dos concelhos de Lisboa, Aveiro, Évora e Guarda. A partir do meio da semana, a medida será alargada aos concelhos de Portimão e Loulé. A intenção é generalizar ao país até à próxima semana, garantiu ontem o primeiro-ministro.

"O objetivo é conseguir cobrir o país com estas iniciativas, mobilizando os laboratórios universitários", disse António Costa, revelando que "há múltiplas iniciativas em curso".


Procurar o vírus

Os testes mais fiáveis - como o desenvolvido pelo IMM - fazem uma pesquisa ao nível da biologia molecular, em busca da presença do vírus no corpo do doente.

Made in Portugal

Portugal tem importado um composto químico com os reagentes necessários, mas o mercado esgotou. O IMM encontrou cá uma empresa que produz os reagentes - mais barato e acessível.

Procurar anticorpos

Os testes rápidos dão resultado em minutos, mas são pouco fiáveis. Procuram a presença de anticorpos criados em resposta ao vírus. Mas a pessoa pode já estar infetada e o sistema imunitário ainda não ter reagido.

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