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Uma centena de hectares de hortícolas da Lourinhã destruídos pelas cheias

Uma centena de hectares de hortícolas da Lourinhã destruídos pelas cheias

Cerca de cem hectares de culturas hortícolas, de um total de 500 afetados pelas cheias no concelho da Lourinhã, estão destruídos por completo, estimou a Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste.

O presidente da associação, António Gomes, disse à agência Lusa que a maior parte dos agricultores destes 500 hectares não tem seguros.

"Uns ficaram com as culturas prejudicadas, outros estavam a ser preparados para novas plantações, que já não vão ser feitas, devido ao estado dos solos, e noutros ocorreram fortes deslizamentos e arrastamentos de terras que, em alguns casos, abriram valas" nos terrenos, especificou.

Do total da área afetada, cerca de cem hectares, situados sobretudo nas várzeas do Rio Grande - freguesias de Lourinhã/Atalaia e Miragaia - são de culturas de hortícolas que estão "totalmente destruídas", desde brócolos, diferentes variedades de couves e batatas.

Devido aos danos na agricultura, o dirigente estimou que deverão chegar ao mercado menos duas a três mil toneladas, o equivalente a 5% das 60 mil toneladas de hortícolas que são produzidos em vários concelhos da região Oeste, onde se concentra a maior parte da produção nacional.

Na vinicultura, as chuvas fortes derrubaram uvas, prontas a serem vindimadas.

Também a Adega Cooperativa da Lourinhã registou estragos, ainda não contabilizados. O presidente da direção, João Pedro Catela, disse à agência Lusa que a água atingiu meio metro de altura nas naves da adega, onde permanecem a boiar cascos cheios de centenas de litros de aguardente, em processo de envelhecimento.

"É um problema em cima de tantos outros, porque surge depois de um período de seca extrema e de um inverno com chuva, que contrastou com o inverno ameno do norte da Europa. Tivemos mais dificuldades para exportar os nossos produtos dada a concorrência dos outros", explicou.

A Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO) estimou que foram exportadas menos 50 mil toneladas, reduzindo o rendimento dos agricultores.

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