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Morte em cave inundada. "Não chegamos a tempo. A sorte do marido foi agarrar-se à cama"

Morte em cave inundada. "Não chegamos a tempo. A sorte do marido foi agarrar-se à cama"

No centro de Algés, em Oeiras, a maioria dos moradores e comerciantes não tinham memória de inundações como aquelas que aconteceram, nesta madrugada de quinta-feira, na Grande Lisboa. "Foi uma tragédia, foram as piores cheias", comentavam, desolados, alguns funcionários do restaurante Sé da Guarda, enquanto apanhavam água e lama, na Rua Sport Algés e Dafundo. Na mesma rua, uma mulher de 77 anos perdeu a vida dentro da própria casa ao tentar salvar o marido acamado.

Manuel Fonseca e Maria Fonseca, irmãos, estavam em casa, num rés-do-chão, quando o nível da água começou a subir. Lembraram-se logo dos vizinhos, casal de idosos a viver numa cave. "Fui logo pedir ajuda aos Bombeiros de Algés, que já estavam na zona. Arrombamos a porta e o senhor, que estava acamado, estava agarrado ao colchão junto ao teto a pedir ajuda. A água estava a um palmo do teto, era assustador. Também sou bombeiro e mergulhei com um deles e conseguimos logo resgatá-lo", conta Manuel Fonseca.

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