Distribuição

Refood em risco de perder armazém

Refood em risco de perder armazém

A organização de solidariedade social Refood está em risco de perder o seu armazém em Oeiras, que serve de base logística aos centros de distribuição da Grande Lisboa.

A situação ameaça criar grandes dificuldades ao acondicionamento de produtos frescos, revelou ao JN Hunter Halder, fundador da instituição que se dedica à recolha e distribuição de refeições excedentárias em restaurantes.

"Tínhamos o nosso armazém numa instalação cedida em Oeiras, cujo novo proprietário quer agora a devolução do espaço para fazer obras", conta o norte-americano radicado em Lisboa, adiantando que o despejo só não ocorreu ainda porque os novos donos não tinham a morada correta da Refood.

"Eles notificaram-nos para sairmos até final de novembro, mas mandaram as cartas para uma morada que já não era nossa e foram devolvidas", revela Hunter Halder. Acresenta que, posteriormente, por mail e telefone, foram estabelecidos contactos entre a instituição e os proprietários e diz-se conformado com a necessidade de saída.

"Só espero que possamos ficar pelo menos mais duas semanas, para que, durante este tempo, consigamos arranjar uma alternativa", sublinha o mentor do projeto.

Hunter Halder diz que, apesar do atual centro de armazenamento em Oeiras "ser muito útil", o ideal seria "encontrar um espaço em Lisboa, ou muito perto", porque, atualmente, a localização do armazém cria alguns problemas logísticos. "Ainda outro dia, recebemos uma oferta de 14 mil iogurtes.

Tivemos de fazer imensas viagens para os transportar para os nossos centros na capital", exemplifica. "Isso seria transformar uma coisa aparentemente negativa numa positiva, em que poderíamos fazer melhor o nosso trabalho", observa.

Para o diretor da Refood, abandonar instalações e encontrar novos espaços não é novidade. Foi assim, no centro de Lisboa, quando teve de desocupar um espaço na freguesia de Santa Maria Maior, ou, mais recentemente, quando enfrentou a possibilidade de sair dos escritórios do Cais do Sodré.

"Ao longo destes oito anos temos uma história de muitos desafios idênticos. A experiência diz-me que quando surge uma necessidade, acabamos por encontrar solução", refere.

O responsável adianta ainda que vai ter hoje uma reunião com os novos proprietários do espaço em Oeiras e espera chegar a um entendimento para poder continuar mais tempo. "Recebemos muitas ofertas de maçãs, iogurtes e outros frescos, que temos de ter capacidade para armazenar", conclui

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