Urgências

Amadora-Sintra quer encerrar urgência nocturna de Mem Martins

Amadora-Sintra quer encerrar urgência nocturna de Mem Martins

O Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) quer encerrar o Serviço Básico de Urgência de Algueirão-Mem Martins durante a noite, alegando reduzida afluência de utentes e elevados custos com pessoal, uma medida que a câmara de Sintra "estranha".

O presidente do conselho de administração do Hospital Fernando da Fonseca, Artur Vaz, disse à agência Lusa ter solicitado à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que "analise e pondere" o encerramento nocturno do equipamento de saúde de Algueirão-Mem Martins.

O administrador adiantou que o Serviço de Urgência Básica (SUB) está a funcionar durante a noite "com custos muito grandes para o número de atendimentos", uma vez que, em média se deslocam a este equipamento 140 utentes diários, seis deles no período entre a meia-noite e as oito da manhã.

"É um luxo num país em crise como o nosso. A diminuição de custos apenas em pessoal seria à volta de meio milhão de euros por ano", disse Artur Vaz, adiantando que neste período trabalham dez profissionais, entre médicos e auxiliares.

Inaugurado em Agosto de 2009, o Serviço de Urgência Básica de Algueirão-Mem Martins teve como objectivo descongestionar as urgências do Hospital Fernando da Fonseca, que serve uma população de 700 mil habitantes dos concelhos de Sintra e Amadora.

O presidente da câmara de Sintra, Fernando Seara, considerou "muito estranha" a aplicação desta medida "num concelho que não tem um hospital", adiantando ainda não ter "conhecimento de nada".

O SUB dispõe de médicos, enfermeiros e técnicos de radiologia em serviço permanente e destina-se ao atendimento de situações urgentes numa lógica de proximidade para com as populações.

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Este serviço está equipado com RX, electrocardiógrafo, monitor-desfribilhador, exames clínicos e equipamento que possibilita a realização de pequenas cirurgias.

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