Sintra

Burocracia ameaça ingresso de gémeas no Ensino Superior

Burocracia ameaça ingresso de gémeas no Ensino Superior

As duas gémeas de Massamá, Sintra, que, no início de julho, perderam as cadeiras de rodas elétricas num incêndio da carrinha da família, estão em risco, segundo a família, de falhar a candidatura à faculdade por falta dos atestados médicos necessários para o ingresso, através de contingente especial, ao Ensino Superior.

"Há quase dois meses que estou à espera que marquem as juntas médicas e já informei, várias vezes, a Unidade de Saúde Familiar (USF) de Mem Martins da urgência da situação devido aos prazos de candidatura, mas disseram-me apenas que tinha de aguardar porque havia atrasos nas marcações das juntas", contou ao JN Helena Oliveira, a mãe das meninas de 17 anos.

Inês e Rita Lagartinho terminaram, este ano, o 12.o ano. Há cerca de dois meses a destruição das cadeiras elétricas no incêndio ameaçou a sua ida para a faculdade, uma vez que aquelas eram a sua única forma de locomoção. A campanha solidária gerada em torno do caso permitiu, no entanto, desbloquear a situação e as gémeas vão ter, já no início de setembro, os novos equipamentos. "Agora, as minhas filhas correm o risco de ficar um ano paradas porque não lhes passam a tempo os atestados!", desabafa, indignada, a mãe.

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