Resíduos

Câmara de Sintra quer restos de comida para a agricultura

Câmara de Sintra quer restos de comida para a agricultura

Município entrega aos habitantes sacos verdes para lixo orgânico que será transformado em adubo.

Há quase dois meses que funcionários dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Sintra estão a bater à porta de casa dos habitantes da freguesia de Rio de Mouro e a entregarem pequenos baldes com sacos verdes para lixo orgânico. Pedem às pessoas que coloquem os restos de comida, como cascas de alimentos, nos sacos e os despejem num contentor de lixo indiferenciado. A Tratolixo, empresa de tratamento de resíduos, já recolheu 900 destes sacos, que transformou em composto para culturas agrícolas.

A Câmara de Sintra arrancou, a 19 de outubro, com um projeto piloto de recolha de resíduos alimentares para sensibilizar os moradores a fazerem a separação de resíduos, uma meta europeia obrigatória até 2023. Os SMAS de Sintra recolhem o lixo indiferenciado e entregam-no à Tratolixo, empresa intermunicipal que opera em Sintra, Cascais, Oeiras e Mafra. Na estação de tratamento de resíduos, a Tratolixo, através de um leitor ótico que reconhece a cor verde dos sacos, separa-os dos outros para produção de composto, utilizado na agricultura e produção de energia.

Para vinha e milho

"O composto é depois vendido por esta empresa para utilização em diversas culturas agrícolas, nomeadamente na vinha e no milho. O objetivo é aumentar o teor de matéria orgânica presente nos solos", avança fonte do gabinete de comunicação da Câmara de Sintra.

Segundo a Autarquia, até agora 1856 famílias aderiram à separação do lixo orgânico. Os SMAS de Sintra visitaram 3795 habitações, mas 188 estavam devolutas e duas eram casas de férias, e 1501 famílias não atenderam ou não abriram a porta. Ainda segundo o município, 248 famílias recusaram fazer a separação de resíduos porque já fazem compostagem doméstica ou utilizam os restos para alimentação dos animais.

Durante 2021, os SMAS de Sintra pretendem levar a recolha seletiva dos biorresíduos a mais "20 mil a 25 mil famílias", alargando esta iniciativa a toda a freguesia de Rio de Mouro e à União de Freguesias de Sintra, à freguesia de Colares, e a algumas localidades de Algueirão-Mem Martins e Queluz. Em 2022, a Autarquia espera chegar a mais 70 mil famílias e até final de 2023 a todo o concelho, mais de 90 mil famílias.

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Os SMAS de Sintra, no âmbito de outro projeto, já entregaram também 300 compostores domésticos em 2020. No próximo ano, vão atribuir mais 600 e instalar 10 compostores comunitários.

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