Pandemia

Foco de covid-19 em lar de Sintra com um morto e 26 infetados

Foco de covid-19 em lar de Sintra com um morto e 26 infetados

O lar de Vale de Lobos, em Almargem do Bispo, concelho de Sintra, regista um total de 24 utentes e dois funcionários infetados com o novo coronavírus. Um dos idosos com covid-19 morreu no dia 25.

Na passada sexta-feira, 16 utentes e dois trabalhadores testaram positivo à covid-19, avança ao JN o vereador com o pelouro da Saúde da Câmara de Sintra, Eduardo Quinta Nova.

Anteriormente, entre 2 e 18 de junho, já tinham sido testados outros oito utentes positivos, aumentando para 26 o total de casos no lar. No dia 25, registou-se o primeiro óbito.

A Câmara de Sintra testou 88 pessoas, 54 utentes e 34 trabalhadores, do lar de Vale de Lobos, "apesar da indicação das autoridades da saúde em só testarmos as pessoas sintomáticas", explica Quinta Nova.

"Entendemos que sempre que haja um indício de infeção devem ser todos testados e foi o que fizemos quando soubemos que havia mais quatro utentes com covid-19. Insistimos com a autoridade de saúde para fazermos mais testes e concordaram que testássemos todos. Se não fizéssemos estes testes estas pessoas, que estavam assintomáticas, continuavam a ser uma cadeia de transmissão para os outros", alerta.

Em relação aos casos mais recentes detetados, os 16 utentes e dois funcionários serão confinados num dos três pisos do lar e a autarquia vai fornecer mais fatos de proteção individual a esta unidade. "O lar tem falta de fatos. Amanhã, segunda-feira, vamos levantar mais nos nossos serviços municipais e fornecer-lhes para garantir todas as condições de segurança", garante.

O vereador acredita que os novos casos no lar de Vale de Lobos estarão relacionados com o desconfinamento e a retoma das visitas aos lares. "Percebo que as pessoas têm muitas saudades dos seus familiares, mas enquanto esta situação não estiver ultrapassada deviam evitar as visitas, porque podem estar a levar o vírus para dentro do lar", considera.

A atuação do Governo nestas situações tem levado a um aumento das críticas por parte de alguns municípios. O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, há poucos dias, em declarações ao JN, disse que "é necessária uma maior articulação entre o poder local e o central, que nalguns casos não tem existido".

"Os ministérios da Segurança Social, Saúde e Administração Interna não têm tido uma intervenção coordenada. A nível das autarquias, cada um foi fazendo o que sabia e podia, ouvindo as recomendações que vinham da Direção-Geral da Saúde e da Organização Mundial de Saúde, que nem sempre foram coerentes. Quando um presidente de câmara tem uma capacidade de resposta mais rápida que o próprio Governo e não havendo coordenação tudo se complica mais", criticou Carreiras.

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