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Das mãos do mestre e da Viúva Lamego saem azulejos para o Mundo

Das mãos do mestre e da Viúva Lamego saem azulejos para o Mundo

Fábrica com sede em Sintra recupera de crise com os olhos postos no mercado internacional e apostando na sabedoria de artistas como Manuel Cargaleiro.

Acaba-se o tempo, diz que gostou muito "desta nossa conversa", pega na bengala e sai ligeirinho. São quatro da tarde e esteve a pintar azulejos desde as 10, "para um projeto que está no segredo dos deuses". Lá vai o mestre Cargaleiro, 92 anos, a sorrir, apoiado na bengala e no braço de Gonçalo Conceição, o dono da Fábrica Viúva Lamego, que assinala 170 anos, saindo de uma crise e apostando nos mercados de Nova Iorque, Londres e... Singapura.

Antes, porém, o mestre desfia um rol de histórias e conta que, recentemente, trabalhou num painel para uma extensão da estação do metro Champs Elysées-Clemenceau, em Paris. Sublinha que "no óleo e no guache, se não gostamos, pintamos por cima, mas no azulejo cada risco fica". "Queres experimentar? Tens de fazer a pincelada mais forte", ensina.