Sintra

Moradores temeram "um tremor de terra" quando muro rachou

Moradores temeram "um tremor de terra" quando muro rachou

O muro que obrigou ao realojamento de 22 famílias, no Cacém, desmoronou-se durante a madrugada, atingindo um apartamento ao nível do terceiro andar. Caves completamente cobertas de destroços.

"Ouvimos um grande estrondo e sentimos os prédios a abanar", contou ao JN uma moradora do terceiro andar de um dos prédios afetados, Ângela Maria. "A minha filha pensou que era um tremor de terra" quando o muro rachou.

Eram cerca de 20 horas, não chovia, mas fazia muito vento quando se começou a perceber o risco. Às 21.30 horas, 22 famílias já tinham sido evacuadas. Segundo a Proteção Civil de Sintra, a Câmara acolheu 14 famílias; as outras oito arranjaram alojamento com familiares e amigos.

Técnicos da câmara deslocaram-se ao local para avaliar a estabilidade do talude, para perceber se e quando as pessoas poderão voltar.

"Vamos fazer uma primeira avaliação das condições para ver se as pessoas podem voltar a casa", disse ao JN a diretora da Proteção Civil Municipal de Sintra, Ana Queiroz do Vale. "Dada a dimensão e a altura do talude, esta avaliação será muito difícil", acrescentou.

A técnica acrescentou que o prédio n.º 12 da Rua São Tomé e Príncipe, no Cacém, é o que inspira "maior preocupação, porque uma parte do muro caiu" no logradouro e encostou ao edifício. Os quintais estão completamente cobertos de destroços e pedras de grande dimensão.

Segundo as autoridades, o muro de sustentação de terras está partido ao meio em consequência da acumulação de água no terreno. Os edifícios evacuados são os números 12, 10 e parte do número 8 na Rua São Tomé e Príncipe, no Cacém.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG