Sintra

Pais contestam novo pólo educativo

Pais contestam novo pólo educativo

Uma centena de pais e alunos da Escola Básica de Colares, Sintra, protestou ontem contra a construção de um pólo educativo no estabelecimento de ensino, alegando que a localização do edifício não apresenta condições de segurança.

O novo pólo educativo vai ser construído dentro do recinto da escola e vai receber, a partir do próximo ano lectivo, crianças dos 3 aos 10 anos de outras escolas e jardins-de-infância de Colares.

Pais e alunos protestaram ontem, data prevista para o arranque das obras, contra a localização do novo pólo, alegando que o telhado do edifício vai estar a um nível abaixo da Estrada Nacional 247, que liga Sintra a Cascais, o que, consideram, ser um "elevado risco" para a segurança das crianças.

"Se sair um camião da estrada, não sabemos o que é que pode acontecer", disse à agência Lusa, a presidente da Associação de Pais da EB 2,3 de Colares.

Jaqueline Abecassis criticou ainda a falta de acessos pedonais para a deslocação em segurança de centenas de crianças que diariamente se deslocam para a escola, contando que, ao longo dos anos, tem havido vários atropelamentos naquela estrada de percurso íngreme, em pela serra de Sintra.

António Fonseca, da Associação de Pais do agrupamento de escolas de 1.º ciclo e jardim-de-infância de Colares, encarregado de educação de uma das crianças que no próximo ano lectivo vai frequentar esta escola, critica igualmente a instalação do novo pólo naquele local. "Isto aqui é um problema com o trânsito da estrada nacional, com acessos horríveis, e onde já ocorreram vários acidentes ", disse.

De cartazes na mão, foram mais de 70 alunos a protestar em frente à escola, para exigir melhores condições de segurança.

Segundo o director do agrupamento de escolas de Colares, Nuno Cabanas, a EB 2,3 de Colares está preparada para receber o novo pólo educativo, que vai aumentar o número de alunos em 250, numa solução que vai permitir que deixem de existir "turmas com dois anos de escolaridade" na freguesia. "Melhoramos as condições de funcionamento das nossas escolas de primeiro ciclo, porque temos falta de salas de aulas. Esta situação penalizava os alunos", disse.

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