Sintra

Trabalhadores da Câmara de Sintra protestaram contra aumento do horário de trabalho

Trabalhadores da Câmara de Sintra protestaram contra aumento do horário de trabalho

Mais de uma centena de trabalhadores da Câmara de Sintra concentraram-se hoje em frente à autarquia em protesto contra o aumento do horário de trabalho, esperando que o novo executivo altere a medida.

Os trabalhadores das empresas municipais e dos serviços municipalizados reuniram em plenário após a concentração, tendo Ludgero Pintão, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) sublinhado que o protesto se deveu ao aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais "sem qualquer negociação com os trabalhadores".

"A medida foi-nos imposta sem que houvesse conversações com os trabalhadores e nós não aceitamos isso, porque os trabalhadores não são números", afirmou.

Ludgero Pintão sublinhou que nos concelhos vizinhos de Oeiras e Cascais a lei não foi aplicada.

"Nós não somos menos que os outros. Se as câmaras de Oeiras e Cascais não aplicaram a lei, porque têm direito a isso, porque é que não pode também acontecer connosco? Porque é que somos menores?", questionou.

O sindicalista adiantou que, ainda hoje, vai ser apresentado um abaixo-assinado - que já reunirá mais de mil assinaturas -, ao executivo de Sintra, na "esperança" que o presidente eleito, Basílio Horta, eleito pelo PS, "ouça os trabalhadores".

"O PS, na Assembleia da República, votou contra esta lei do aumento da carga horária laboral. Este novo presidente é socialista, portanto temos esperança que as coisas mudem", frisou Ludgero Pintão.

Os trabalhadores não ponderam, para já, avançar com uma greve, confiantes de que haja lugar a negociações com o novo presidente da Câmara de Sintra.

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