Iniciativa

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa vai ter projeto de saúde mental para menores em Baião 

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa vai ter projeto de saúde mental para menores em Baião 

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) vai desenvolver nos diferentes concelhos da região um projeto de saúde mental, na área da infância e adolescência. O projeto vai arrancar com uma experiência piloto em Baião, um dos concelhos mais distantes da sede do Centro Hospitalar.

O projeto atuará em bebés e crianças em idade pré-escolar, que não estejam a frequentar a creche ou jardins-de-infância e que estejam aos cuidados de pais com patologia mental identificada. Terá também atenção redobrada às crianças ou adolescentes em situação de recusa escolar e grávidas ou mães adolescentes.

A experiência-piloto resulta da parceria que junta o CHTS e a Câmara de Baião e que prevê a criação de uma equipa multidisciplinar, formada por colaboradores da unidade hospitalar de psiquiatria, na área de infância e adolescência, além de enfermeiros, psicólogos e terapeutas. À câmara caberá, nomeadamente, o apoio logístico.

Os profissionais do CHTS deverão deslocar-se regularmente ao concelho para realizar consultas, sessões terapêuticas e reuniões para acompanhamento de crianças e de jovens, em diferentes contextos.

"Pretendemos promover a reabilitação e reintegração de pessoas e desenvolver estratégias de promoção da saúde mental e prevenção da doença. Estamos a falar de faixas etárias muito novas e onde uma abordagem precoce pode ter um impacto muito relevante, que permita obter melhores índices de saúde mental junto das populações mais jovens", refere Carlos Alberto Silva, presidente do Conselho de Administração do CHTS.

O arranque do trabalho começa pelos concelhos mais distantes da sede do Centro Hospitalar, "porque nestes casos é mais difícil o acesso a consultas destas especialidades [saúde mental]. Cada vez mais a estratégia passa por trabalho na comunidade", garante.

O presidente da câmara, Paulo Pereira, considera ser uma atuação "muito importante para a comunidade local, especialmente no período de pandemia, mas também após a pandemia, porque esse", acentuou, "também não será isento de dificuldades".

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