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Covid-19

600 crianças vacinadas nas primeiras duas horas em Gondomar

600 crianças vacinadas nas primeiras duas horas em Gondomar

Erro no agendamento de adultos, por parte dos Serviços Partilhados, levou à inoculação, em simultâneo, de mais 600 adultos que tinham casa aberta após as 11 horas.

Nas primeiras duas horas de "casa aberta" para crianças dos 5 aos 11 anos, o Multiusos de Gondomar já tinha recebido 600 crianças e, devido a um erro no sistema de marcações dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, assumiu ainda a vacinação de 600 adultos cuja vacina tinha sido adiada, sem que ninguém tivesse sido notificado.

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A coincidência de diferentes destinatários obrigou o pessoal de saúde a um esforço adicional de "atenção na separação das vacinas e das dosagens, com uso de cabines diferentes para não haver erros", como explicava a responsável ao presidente da Câmara Municipal de Gondomar, à chegada do JN.

O desafio foi superado com sucesso, de acordo com Marco Martins, que não se cansou de elogiar os "incansáveis trabalhadores da Saúde que, no último ano, ali têm prestado serviço dia após dia". Aberto há 365 dias, o centro de vacinação de Gondomar "foi o primeiro centro de vacinação em massa a abrir e só fechou no Natal e no Ano Novo, pois até quando há eventos no Multiusos, o centro mantém-se a funcionar numa sala à parte". Ali já tinham sido administradas 315 679 doses da vacina até este fim de semana.

"Tem sido um esforço grande também da autarquia, que chegou a ter 25 funcionários deslocados para estas funções e chegou a gastar 12 mil euros por dia com o funcionamento do centro, num total de 3,5 milhões de euros até ao final de 2021", enumerou Marco Martins.

Neste sábado de "casa aberta" para os mais novos, os palhaços e as pipocas também ficaram por conta da autarquia e ajudaram a "quebrar o gelo" e o nervoso miudinho de quem levou a primeira ou a segunda dose da vacina contra a covid-19.

Era o caso de Dinis Pinto, de 10 anos, nitidamente nervoso, mas cheio de vontade de se mostrar corajoso nesta segunda dose: "Não tenho medo da vacina, é para ficarmos mais protegidos". Ainda não teve covid-19, ao contrário dos amigos ou de familiares, como o pai, que o acompanhou. "Já tinha a terceira dose quando apanhei covid-19, mas não deixo de acreditar na vacina porque só tive sintomas de uma gripe e, sem a vacina, podia ter sido pior", acredita Paulo Pinto, de 44 anos.

Matilde Macedo, também com 10 anos, acredita que "é importante tomarmos a vacina, para ficarmos mais protegidos" e sentia-se especialmente motivada ao saber que "dão pipocas no fim". A mãe, Ana Gonçalves, levou a filha à segunda dose da vacina porque "apesar das polémicas, temos de confiar em quem desenvolve estas coisas".

No exterior, centenas de crianças aguardavam a vez, enquanto se formavam novas filas de adultos, que também em modalidade "casa aberta", acorreram a tomar doses de reforço. Amanhã, será novamente "casa aberta" para as crianças desde a abertura do Multiusos, às 8,15 horas.

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