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Granadas nas minas de S. Pedro da Cova obrigam a suspender trabalhos

Granadas nas minas de S. Pedro da Cova obrigam a suspender trabalhos

A descoberta de engenhos explosivos, pequenas bombas e algumas granadas nas antigas minas de S. Pedro da Cova, em Gondomar, atrasaram os trabalhos de retirada dos resíduos tóxicos lá depositados em cerca de dois meses, estima o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

O material de guerra foi encontrado há cerca de um mês e meio, obrigando à suspensão dos trabalhos de retirada dos resíduos tóxicos. De acordo com Matos Fernandes, foram encontrados cerca de dez explosivos nas escombreiras. Ao que o JN apurou, aconteceram mesmo alguns rebentamentos.

Com esta descoberta, os trabalhos vão manter-se parados cerca de dois meses. "Mas vamos até ao fim. Vamos retirar todos os resíduos perigosos que alguém, um dia, de forma indevida, colocou naquele espaço", assegurou o ministro do Ambiente, acrescentando que "o trabalho não está completamente parado", uma vez que "há zonas em que é possível repor solo necessário para o concluir da obra".

Também o presidente da Câmara da Gondomar, Marco Martins, relatou a descoberta de "ogivas e granadas" que "terão sido lá enterradas há 20 anos quando houve a deposição" dos resíduos tóxicos. O autarca explicou que "foram acionados todos os mecanismos", garantindo a "segurança de quem lá trabalha e da população envolvente".

Matos Fernandes explicou que a GNR, que foi chamada de imediato, está em conjunto com o Exército, a avaliar a melhor forma de retirar o material de guerra das minas. "Sendo que, obviamente, terão de ser retirados à mão e não com uma retroescavadora", nota o ministro do Ambiente. É com o recurso a essas máquinas que a retirada de milhares de toneladas de resíduos tem sido feita. Trata-se da segunda fase da retirada dos resíduos, que previa a remoção de 137 mil toneladas. Entretanto foram encontradas mais 28 mil toneladas de resíduos.

"Há uma coisa que eu garanto: enquanto não houver uma completa segurança sobre aquilo que vamos fazer, obviamente que os trabalhos não podem continuar", clarificou.

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Seguir-se-á uma investigação da GNR "para que se comece a tentar perceber este espantoso mistério, este enorme novelo que é a deposição desses resíduos".

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