Autárquicas

Valentim anuncia que é candidato à Câmara de Gondomar

Valentim anuncia que é candidato à Câmara de Gondomar

"Sou candidato a presidente da Câmara de Gondomar", anunciou esta quarta-feira, ao JN, Valentim Loureiro, que avança como independente por crer que pode "ser útil aos gondomarenses".

O regresso do major foi decidido anteontem numa reunião de um grupo de pessoas que sempre estiveram ligadas ao Movimento Independente Valentim Loureiro Gondomar no Coração. E, para além do ex-presidente da Câmara, foi escolhido Leonel Viana, que foi vereador e líder do PSD/Gondomar, para candidato à Assembleia Municipal. "Vou ser candidato à Câmara, já foi decidido e portanto temos agora que trabalhar", disse o ex-autarca.

Esta quarta-feira de manhã, o histórico Valentim Loureiro revelou ao JN que "avança para a candidatura a presidente da Câmara convencido de que ainda" pode "ser útil a Gondomar e aos gondomarenses", após ter liderado o concelho durante 20 anos, primeiro pelo PSD e depois como independente.

Depois de, nas autárquicas de 2013, o movimento ter sido impedido de concorrer pelos tribunais que alegaram irregularidades na recolha das assinaturas, travando a candidatura que tinha como cabeça de lista à Câmara Fernando Paulo e à Assembleia Valentim Loureiro, o grupo de independentes regressa à corrida. E o major volta à ribalta quando muitos davam como certo o seu afastamento da política.


"Não tentei ser sombra de ninguém nestes quatro anos", garantiu, explicando que foi "bastante assediado e solicitado", em telefonemas, mensagens, contactos "nas ruas do Porto", onde reside, e encontros com apelos à sua candidatura. E assegura que inicialmente "não estava muito recetivo".

"Entendi que o devia fazer para ajudar a resolver os problemas dos gondomarenses", justifica, prometendo dar especial atenção "à área social, que diz mais diretamente respeito às pessoas". E "as pessoas têm alguma saudade da minha presença", acrescentou, recordando por exemplo a construção de "quase três mil casas" e destacando os apelos que recebe de quem continua a precisar de habitação ou de arranjar a que tem. "A minha maneira de ser é ter sensibilidade para os problemas das pessoas", diz Valentim que faz a comparação com o Executivo liderado pelo socialista Marco Martins: "Terei mais sensibilidade".

Porém, garante não entrar por ataques. "Não me candidato para afrontar quem quer que seja, nem para criar problemas. A minha candidatura é pela positiva. Não sou candidato contra ninguém, naturalmente", afirmou ao JN, garantindo que nunca procurou condicionar o atual Executivo e que por isso manteve-se afastado.

Lamentando que o movimento tivesse sido impedido de ser sufragado há quatro anos nas urnas, diz que nas eleições de 1 de outubro "os gondomarenses avaliarão" o seu legado e o atual mandato autárquico. Questionado pelo JN sobre se, em caso de perder, aceita ser vereador, o ex-presidente deixou em aberto todos os cenários. "Aceitarei calma e tranquilamente os resultados. Os gondomarenses decidirão e, em função dessa decisão, decidirei depois", respondeu.

Sobre apoios partidários, diz avançar "completamente independente" mas confirma que "houve vários partidos que disponibilizaram o seu apoio". "Achei que deveria continuar a ser igual a mim próprio", justificou. Conforme apurou o JN, os partidos que queriam apoiar a candidatura são o PPM, que o próprio major confirmou, e o MPT. Recorde-se que, antes de avançar com a candidatura de Rafael Amorim, a Distrital do PSD, pela voz de Bragança Fernandes, admitiu apoiar Valentim mas numa lista do partido. Há dias, o ex-presidente encontrou-se também com Marinho Pinto, eleito eurodeputado nas últimas eleições, mas terá sido para discutir uma lista ao Porto, apurou o JN.

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