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O sonho e os moinhos a comandar a vida

O sonho e os moinhos a comandar a vida

Chegar até aos moinhos de Jancido, na Foz do Sousa (Gondomar), é fácil e até bastante prazeroso. Pelo caminho limpo e sem obstáculos, tem-se o rio Sousa à vista e pode-se seguir nesse trilho ou pela borda da água. A margem e a encosta rochosa têm a vegetação aparada, há passadiços e etiquetas nas árvores a indicar a que espécie pertencem.

Entre loureiros, carvalhos e pilriteiros, cantigas de passarinhos e as curvas do rio, chega-se aos primeiros moinhos. É um postal de viçoso verde onde se destaca um moinho redondo em xisto e telha de lousa, com uma cascata a jorrar ao lado. Há uma zona de merendas e ainda um conjunto de placas em madeira indicando direções e distâncias dos lugares vizinhos como Gens, Juncal e Cerquido... e ainda Roma, Nova Iorque e Sydney.

Os autores do apontamento de humor são os mesmos que tornaram este lugar aquilo que é agora - e que não era há dois anos e meio. Foi nessa altura, no final de 2017, que um grupo de amigos, de laços criados graças a uma comissão de festas, se apercebeu do sonho comum. Nascidos e criados em Jancido, queriam recuperar os moinhos de água (alguns com 200 anos) que os mais velhos deles ainda viram laborar. Os rodízios foram deixando de trabalhar durante a década de 1970, o último deixou de funcionar em 1979.

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