Covid-19

Projeto ajuda Gondomar a registar menos 200 casos por dia

Projeto ajuda Gondomar a registar menos 200 casos por dia

Uma equipa de vinte pessoas, entre militares, médicos e funcionários da Câmara de Gondomar, está há nove dias a contactar todos os casos de munícipes que testaram positivo à covid-19 e a quebrar as respetivas cadeias de transmissão. O concelho registou, esta quinta-feira, 1660 casos positivos. O pico de infeções foi atingido na semana passada, com 2100 casos.

Após uma formação de três dias na Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), cinco funcionários da Câmara de Gondomar, dez militares e cinco médicos dentistas estão a trabalhar juntos para quebrar as cadeias de transmissão de covid-19 no concelho. Estão também habilitados a emitir declarações, que são enviadas via email para os doentes positivos. Dessa forma, os cidadãos infetados podem justificar as faltas ao trabalho, bem como solicitar o pagamento de baixa à Segurança Social.

"Não era humanamente possível à delegação de saúde fazer tantos contactos", afirma o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, justificando a criação do projeto-piloto entre a Autarquia e a ARS-Norte. "Havia 1800 inquéritos em atraso quando isto começou e neste momento estão 56 pendentes. Em média, o cidadão positivo estava a ser contactado ao quinto ou sexto dia e os respetivos contactos só ao oitavo ou nono dia é que estava a ser contactado. Andavam aí centenas de milhares de pessoas sem saber que poderiam ser possíveis transmissores do vírus", revela o autarca.

O projeto traduz-se, então, em três fases. Primeiramente, faz-se um contacto com o primeiro munícipe que testou positivo, e que deverá preencher um inquérito online a indicar as pessoas com quem esteve nos últimos dias (familiares, colegas de trabalho, etc.). Segue-se os telefonemas para os cidadãos que estiveram em contacto com o caso positivo para decidir se deverão cumprir quarentena (de acordo com a sua sintomatologia) ou não e, por fim, uma monitorização de sintomas pelo médico de saúde pública. Será esse mesmo médico a indicar a realização de um novo teste ou até a dar alta ao doente.

"Esta equipa teve formação na ARS. São técnicos superiores que trabalham na área da saúde que fazem esse trabalho. O grande objetivo é travar as cadeias de transmissão", esclarece o presidente da Câmara de Gondomar, referindo que, diariamente, já existem menos 200 casos ativos no concelho.

Este projeto-piloto também já arrancou em Matosinhos, Maia, Valongo e Famalicão.

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