Covid-19

Câmara de Lousada preocupada com vacinação quer garantir que ninguém será excluído

Câmara de Lousada preocupada com vacinação quer garantir que ninguém será excluído

Como é que um idoso, que não sabe ler, irá responder à mensagem de telemóvel que pergunta se quer ser vacinado? Como é que um utente acamado há vários anos e sem retaguarda familiar poderá deslocar-se ao centro de saúde para ser inoculado? Estas são apenas duas das questões que estão a inquietar a Autarquia de Lousada.

Antevendo problemas com o processo de vacinação da população idosa do concelho, a Câmara de Lousada quer colocar a Equipa Multidisciplinar de Apoio (EMA), que já trabalha com os infetados com covid-19 e os seus contactos de alto risco, a contactar todos os utentes com mais de 80 anos.

A medida, que está dependente da autorização do Ministério da Saúde, visa diagnosticar e resolver as dificuldades desta população, garantindo que ninguém fique sem vacina.

Como é que um idoso, que não sabe ler, irá responder à mensagem de telemóvel que pergunta se quer ser vacinado? Como é que um utente acamado há vários anos e sem retaguarda familiar poderá deslocar-se ao centro de saúde para ser inoculado? Estas são apenas duas das questões que estão a preocupar os autarcas de Lousada relativamente ao processo de vacinação em curso. Questões que levaram a Autarquia a enviar uma carta ao Ministério da Saúde e à Administração Regional de Saúde do Norte a disponibilizar os serviços da EMA para apoio ao processo de vacinação.

A ideia da Câmara lousadense passa por colocar os técnicos desta equipa a contactar todos os cidadãos do concelho inseridos no grupo prioritário, sobretudo os maiores de 80 anos. Este contacto permitirá confirmar o número de telefone pelo qual os idosos receberão a mensagem, aferir o seu estado de saúde (se estão acamados ou têm dificuldades de locomoção) e se dispõem de transporte para se deslocarem ao centro de vacinação.

"A EMA poderá contactar os idosos através de uma lista cedida pelos centros de saúde. Além de confirmar os dados pessoais, os técnicos poderão explicar o processo de vacinação e tranquilizar os utentes", explica, ao JN, o vereador Nélson Oliveira.

O autarca acredita que este contacto prévio contribuirá para "uma melhor agilização e rapidez no processo de convocatória para vacinação", impedindo, ainda, que a linha de telefone dos centros de saúde fique entupida com dúvidas dos utentes.

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O projeto lousadense implica, igualmente, a participação das entidades que integram a Rede Social Municipal, nomeadamente instituições particulares de solidariedade social e juntas de freguesia, que conhecem profundamente o território e os munícipes.

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