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Acampados à porta da fábrica há 15 dias a lutar por direitos

Acampados à porta da fábrica há 15 dias a lutar por direitos

Têm passado calor e apanhado chuva, de dia e de noite. Ainda assim, os trabalhadores da Sioux Portuguesa, empresa de Boim, Lousada, que fechou portas há duas semanas, não arredam pé das instalações da fábrica de calçado.

Prometem ficar até que venha o administrador da insolvência, entretanto já declarada, e que lhes sejam entregues os papéis do desemprego. Não têm salários em atraso, mas querem salvaguardar o património da empresa e defender os seus direitos. Há pessoas que trabalham ali há mais de 30 anos. Dizem-se desgastadas com esta situação.

As últimas 15 noites de Paulo Santos foram passadas numa tenda improvisada com lonas em frente à empresa. Os cerca de 150 funcionários têm-se revezado por turnos para nunca deixar as instalações. "Passar as noites aqui é horrível. É muito frio, as horas custam a passar e é um stress não saber quando isto vai acabar", queixa-se o trabalhador que integra a empresa há 20 anos. "Montamos esta tenda por causa da chuva e à noite acendemos uma fogueira", explica. Mesmo depois de passar ali a noite, volta durante o dia para dar apoio às colegas.