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EB 2/3 de Gueifães quase a parar por falta de funcionários

EB 2/3 de Gueifães quase a parar por falta de funcionários

A EB 2/3 de Gueifães está à beira da rotura e tem várias valências fechadas. Os alunos não podem usar os balneários nem a biblioteca. Se faltarem mais funcionários, a cantina pode fechar... e a escola também.

A EB 2/3 de Gueifães, na Maia, está no limite por falta de funcionários. Há pavilhões e balneários fechados desde o início do ano, a biblioteca também não abriu e a portaria está a funcionar de modo intermitente porque não há um auxiliar para lá estar em permanência. Os pais estão revoltados e vão manifestar-se.

Os alunos têm tido aulas de Educação Física sem exercícios, porque não há vigilantes para os balneários. Também não podem estudar na biblioteca ou consultar a internet. Foi reduzida a frequência da limpeza dos espaços. Os funcionários que estão ao serviço estão a trabalhar 10 a 12 horas por dia.

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A cantina está também a funcionar com mínimos. "O fecho da cantina fechará a escola, isso é automático", disse, ao JN, o presidente da Federação de Associação de Pais da Maia (Fapemaia), Vítor Laranjeira.

Noutra escola do mesmo agrupamento, a Escola Secundária da Maia, as casas de banho da parte traseira foram fechadas por prevenção - naquela escola nova, há muito espaço e não há funcionários suficientes para garantir a vigilância.

"Em termos de bem-estar e segurança dos nossos filhos, esta situação não é nada saudável", declara Vítor Laranjeira, afirmando que a redução de pessoal auxiliar nas escolas da Maia foi de 40%. Nas EB1/JI, onde a colocação de pessoal é parcialmente feita pela Câmara Municipal (nos JI), não acontece o mesmo. Mesmo assim, sublinhou, a autarquia reforçou este ano as escolas com mais onze funcionários.

"Pelas nossas contas, o agrupamento devia ter 67 funcionários no quadro e só tem 44 no ativo. No ano passado, tinha ao serviço cerca de 30 pessoas no contrato emprego-inserção e mais alguns tarefeiros", disse ao JN António Cerqueira, presidente da Associação de Pais da EB 2/3 de Gueifães. "Mas o Ministério não concorda com estas contas", desabafou o representante dos pais que, amanhã, vão concentrar-se, em protesto, diante da escola, às 18 horas.

Na Secundária da Maia, a situação não é tão crítica, mas o presidente da Associação de Pais lamenta que os alunos não possam estudar na biblioteca e que a escola, de grande dimensão, não tenha a vigilância necessária. "Há um funcionário por cada bloco de 15 salas", disse Alberto Santos.

Da reunião com a Direção- Geral dos Estabelecimentos Escolares (ex-DREN), no mês passado, vieram com "muitas promessas de análise e pouco mais do que isso", disse. O JN não teve resposta daquele organismo em tempo útil.

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