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Forçados a tirar férias para evitar lay-off na siderurgia da Maia

Forçados a tirar férias para evitar lay-off na siderurgia da Maia

Sindicato denuncia que trabalhadores tiveram de escolher entre dias de descanso ou corte no salário. Aumento de preços parou produção.

Depois de uma pausa de 12 dias, a produção na Siderurgia Nacional da Maia retomou na sua plenitude na semana passada. Durante esse período, o grupo espanhol Megasa, que detém a empresa, deu aos funcionários duas opções: gozar férias ou entrar em lay-off, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (Site-Norte). A paragem concretizou-se entre os passados dias 5 e 16, alegadamente motivada pelo aumento dos preços da energia. Segundo o sindicato, até estava previsto que a paragem fosse até dia 28.

Decorreram ontem vários plenários para discutir a situação. Miguel Ângelo, dirigente sindical, caracteriza a atitude da firma como uma "chantagem" para com os funcionários. "Entre sofrer um corte no vencimento ou tirar os dias de férias, alguns aceitaram", verifica Miguel Ângelo. E ainda que o dirigente refira que devem ser dadas condições às empresas para manter a competitividade nos preços da energia, recorda que a firma teve lucros de 127 milhões de euros nos últimos quatro anos.

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