Segurança

Esquadra da Maia reaberta durante a noite

Esquadra da Maia reaberta durante a noite

A esquadra da Maia, que esteve fechada durante o período noturno, reabriu no início do mês com dois efetivos, indicou esta quarta-feira a Câmara local, frisando que em causa estava "o exclusivo interesse das populações".

A meio de julho foi divulgado que as esquadras da Maia e de Ermesinde, esta no concelho de Valongo, tinham sido fechadas durante a noite, situação que causou "preocupação" nos autarcas, que anunciaram ter questionado o Governo sobre a situação.

Entretanto, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, apontou que a esquadra da Maia foi reaberta a 1 de agosto, tendo sido, descreveu o autarca, "deslocados da esquadra de Águas Santas [freguesia da Maia] os efetivos necessários para manter a esquadra aberta durante a noite".

"Têm que estar sempre dois efetivos, sendo certo que existem equipas de intervenção de plantão em Águas Santas para as necessidades de ocorrências fora das esquadras. Felizmente foi possível reverter a situação [de fecho da esquadra durante a noite]. Não podia admitir que uma cidade como a Maia estivesses com a sua esquadra de polícia encerrada", disse o presidente da Câmara.

António Silva Tiago apontou que foi "privilegiando o diálogo com as instituições responsáveis", nomeadamente com o Governo.

"Chegamos a bom porto, no exclusivo interesse das populações que sirvo", concluiu o presidente da Câmara da Maia.

Sobre esta matéria, a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, disse, no dia 06 deste mês, que "estava a acompanhar a situação", confirmando que "os presidentes de Câmara têm manifestado a preocupação dos cidadãos".

"Vamos ver, com o que for possível dos meios da parte do Comando ou através da Lei Sindical que permite um reforço de um ano de novos efetivos, o que é possível fazer", disse Isabel Oneto que falava aos jornalistas no final da cerimónia comemorativa do 152.º aniversário do Comando Metropolitano do Porto.

A agência Lusa questionou o Ministério da Administração Interna para pedir um ponto de situação sobre esta matéria, mas até ao momento não obteve resposta.