Saúde

Mais de 30 camas na nova unidade de cuidados continuados da Maia

Mais de 30 camas na nova unidade de cuidados continuados da Maia

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai abrir no final de 2019, na Maia, uma unidade de cuidados continuados com mais de três dezenas de camas, num investimento de 1,7 milhões de euros, indicaram esta quinta-feira os responsáveis pelo projeto.

"Acreditamos que esta unidade vai aliviar muito a pressão dos hospitais da região Norte. É um projeto estruturante, na medida em que traz para a Maia uma resposta de saúde, mas também social no que se refere ao prolongamento da vida e à importância que representam as doenças crónicas", disse à agência Lusa o presidente da CVP, Francisco George.

Em causa está um investimento de 1,7 milhões de euros, tendo a Câmara da Maia apoiado com 250 mil euros. A expectativa é de que a unidade fique pronta no final do próximo ano com capacidade para 36 camas, de tipologia "convalescença".

Ao descrever a importância deste projeto, Francisco George lembrou que "as doenças agudas criam uma enorme pressão nas semanas frias do ano", lamentando que "muitas vezes as respostas nos hospitais do Grande Porto estejam dificultadas porque há doentes que ocupam camas que podiam estar disponíveis se recorressem a cuidados continuados".

"Esta é uma terceira dimensão na área das respostas em saúde, cujo investimento é absolutamente prioritário. Aliás, a avaliar pelo parque de camas para cuidados continuados já existente, a ocupação ultrapassa os 90%", disse o presidente da CVP.

Os responsáveis pelo projeto também estimam a criação de cerca de 30 postos de trabalho.

O espaço nascerá num edifício do concelho da Maia, distrito do Porto, que estava na banca, mas por concluir, e que até aqui se destinava a um lar residencial, como descreveu à Lusa o presidente da câmara local, António Silva Tiago.

"Existem poucas unidades deste género, embora a tendência é que comecem a existir mais porque são absolutamente necessárias e determinantes. Estamos a falar de uma unidade de cuidados continuados que permite que as pessoas que saem de um pós-operatório possam ser atendidas e apoiadas e não necessitam de estar nas instalações hospitalares", disse o autarca.

António Silva Tiago acrescentou que a câmara da Maia assinou um protocolo com a CVP no âmbito deste projeto, mostrando-se convicto de que esta unidade vai constituir "uma enorme mais-valia para a Maia, mas também para a Área Metropolitana do Porto".

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