Maia

Jaime Pinho pede desculpa por insultos mas diz que é um "alvo"

Jaime Pinho pede desculpa por insultos mas diz que é um "alvo"

Jaime Pinho, vereador eleito pelo JPP na Maia que proferiu palavras insultuosas para dois deputados municipais antes da sessão comemorativa do 25 de Abril que decorreu online, sem se aperceber que tinha o microfone ligado, garante que não quis ofender ninguém e que até é amigo de infância de um dos visados. Apesar disso, lamenta o sucedido e pede desculpas públicas. Mas diz que é um alvo por ter desencadeado processo contra liderança do Município.

"Os erros são para serem assumidos", afirma Jaime Pinho, vereador do eleito pelo JPP, na Maia, que ficou sob as luzes da ribalta depois de ter proferido palavras insultuosas para dois deputados municipais antes da sessão comemorativa do 25 de Abril. O autarca não se apercebeu que o microfone estava ligado e dirigiu-se de forma indecorosa a David Tavares (JPP) - "Tá a comer e tá-se a rir o filho da p..." - e a Carla Dias - "cabra do car...." -, do PS, com quem o JPP concorreu coligado nas últimas autárquicas.

Jaime Pinho garante que não teve intenção de insultar ninguém. Explica que é amigo de David Tavares há quase 50 anos, desde os tempos de escola, e que no Norte aquilo que parece insulto mais não é do que uma forma mais enfática de falar entre amigos. "Não houve qualquer intenção de ofender", reitera, admitindo contudo que a situação deveria ter sido evitada. "Não me apercebi que o microfone estava ligado", insistiu, sublinhando que a sessão ainda não tinha começado e que o som deveria estar desligado.

"Não me sinto minimamente ofendido. O Jaime Pinho não tem que me pedir desculpa", observou David Tavares, que também atribui as palavras à amizade e à forma de expressão dos nortenhos. O deputado municipal salvaguarda, ainda assim, que se tratou de uma situação desagradável, mas que deveria ter sido evitada pela própria mesa da Assembleia, só abrindo o som da sessão online quando a cerimónia começasse efetivamente.

Jaime Pinho assegura que não quis ofender Carla Dias, que conhece das sessões na Assembleia Municipal. "A expressão que usei refere-se, apenas, à forma dura como faz política", afirma Jaime Pinho. "Já lhe pedi desculpa pessoalmente, mas também peço publicamente. Os erros são para serem assumidos", sustenta Jaime Pinho.

Jaime Pinho já renunciou à militância no JPP - "os meus problemas são meus, não são dos outros" -, mas também atribui a polémica instalada ao facto de ter sido "o homem que mexeu no vespeiro e desencadeou o processo para a destituição do presidente e do vice-presidente". "Sou um alvo", resume. Nesse contexto, não deixa de critica a "política de usucapião". "O uso prolongado do poder dá posse. A política devia ser rotativa", afirma. "Há gente demais a "herdar cofres", pessoas que só fizeram política e agora têm uma série de bens".

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Entretanto, a Mesa da Assembleia, presidida por Bragança Fernandes, emitiu um comunicado a repudiar as palavras de Jaime Pinho antes da sessão e a dizer que não se apercebeu do sucedido. "Caso contrário, de imediato teria reagido de forma a evitar a transmissão de tais declarações, bem como teria feito a necessária advertência ao senhor vereador", sublinha o documento.

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