Marco de Canaveses

Câmara socialista pede ao PSD que resista à tentação de politizar obras

Câmara socialista pede ao PSD que resista à tentação de politizar obras

O executivo socialista na Câmara Municipal do Marco de Canaveses pediu ao PSD, principal partido na oposição, para que "não ceda à tentação" de politizar o processo de conduzirá às obras de regeneração da Av. Carlos Mota Pinto.

A empreitada de regeneração urbana prevê, nomeadamente, a redução dos lugares de estacionamento ao ar livre, e está a ser contestada pelos comerciantes e moradores, que ameaçam a Câmara com processo judicial por eventuais prejuízos. O momento para realizar a obra, pós-confinamento da pandemia, é também contestado pelos comerciantes.

O assunto voltou à Assembleia Municipal pela mão do deputado Luís Vales (PSD), primeiro "a lamentar" que a reunião tivesse sido "vedada à participação do público" e depois fez eco da ameaça de processo judicial dizendo-se "profundamente preocupado pelas repercussões das obras" na Av. Carlos Mota Pinto. "A Câmara recuperou o projeto do anterior executivo que reduzia drasticamente o estacionamento e avançou agora com a compra de um parque de estacionamento numa cave de um edifício que dificulta a mobilidade das pessoas", enquadrou Vales.

Na resposta, o vice-presidente da autarquia e detentor do pelouro das obras publicas, Mário Bruno Magalhães (PS), pediu ao PSD para que "resista à tentação de apadrinhar um movimento contra a obra".

O responsável garantiu que o projeto "foi revisto" tendo em conta as observações feitas pelos comerciantes nas três sessões publicas realizadas de apresentação do projeto. "Eu não posso ir à UE buscar 85% de financiamento a fundo perdido e depois fazer as obras à minha vontade. Há regras como a redução de tráfego, zonas pedonais, redução de ruído, eficiência energética, etc., que temos de cumprir", justificou.

A obra, já adjudicada por 882,5 mil euros, "é para avançar" logo após o visto do Tribunal de Contas. O prazo de execução é de oito meses.

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