Ensino

Escola Básica do Marco de Canaveses com novo auditório e sala de convívio

Escola Básica do Marco de Canaveses com novo auditório e sala de convívio

Os alunos da Escola Básica 2/3 do Marco de Canaveses, a partir de maio, vão poder usufruir de um moderno auditório e de uma nova sala de convívio algo que até agora não existia por causa da falta de espaço do estabelecimento de ensino.

A empreitada está em fase final de execução e, esta sexta-feira, foi "vistoriada" pelo Executivo Municipal numa visita que antecedeu a reunião de Câmara.

O investimento global das obras ronda os 593 mil euros, financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 403 700 mil euros, pela câmara em 151 500 mil euros e pelo Ministério da Educação com 37 500 euros. Para que a empreitada seja concluída falta a colocação dos equipamentos do auditório e do bar de apoio à sala polivalente e arranjos exteriores. Em maio, o empreiteiro tem prevista a entrega da obra.

Os espaços do novo edifício foram desenhados pelo arquiteto Rui Nazário, um antigo aluno, em resposta à proposta da autarquia e do Agrupamento de Escolas do Marco para elaborar um projeto de auditório e sala de convívio para as imediações da portaria.

O terreno destinado ao novo equipamento era um antigo conjunto de leiras, cujos acentuados declives foram potenciados pelo arquiteto para aí fazer crescer o auditório. O espaço é airoso, com muita luz natural com vista para a "Igreja de Siza Vieira".

"É sempre uma mais-valia termos um espaço onde possamos acolher os alunos, atividades culturais que muitas vezes nos vemos limitados a fazer devido ao espaço e às condições. Agora temos um espaço só nosso, onde podemos realizar palestras, reuniões e outras atividades. Podemos abrir as portas da nossa casa num verdadeiro luxo", refere Carla Fernandes, diretora da Escola e Agrupamento.

A responsável aproveitou a ocasião para fazer notar aos presentes aquilo que vai ser o futuro imediato da escola: dois corpos antagónicos, um novo e moderno e outro velho e obsoleto. "Necessitamos de uma escola nova", atirou. Os sucessivos Ministérios de Educação, pelo que admitiu Carla Fernandes, não acautelaram a manutenção destes espaços e agora estão desgastados.

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"Com uma grande gestão do Orçamento que o Ministério da Educação nos tem atribuído temos conseguido, de certa maneira, melhorar o espaço. Nos últimos anos temos feito uma renovação da caixilharia na parte frontal da escola. A grande lacuna é de infraestrutural e o exterior que precisam de uma renovação", aponta.

Agora com os equipamentos escolares do município sob alçada da Câmara, em resultado da descentralização de competências na educação, cabe à autarquia arcar com a responsabilidade de melhoria dos espaços escolares. Confrontada pelo JN com necessidade de "uma escola nova", defendida pela diretora do Agrupamento, a presidente de câmara, Cristina Vieira, garantiu que "após terminadas as obras na EB 2/3 de Alpendorada, a nossa próxima escola a requalificar será esta".

A reparação, fez notar a autarca, será feita à luz da nova legislação e da carta educativa, sendo que este último documento de gestão municipal deixou de defender a necessidade de construção de raiz de uma nova EB 2/3 no concelho, tal como chegou a ser admitido pelos responsáveis autárquicos.

"O número de alunos tem vindo a descer gradualmente, logicamente que não conseguimos controlar a demografia, mas, neste momento segundo aquilo que são as previsões que vão constar na nova carta educativa, não está prevista a criação de uma nova escola. Assim temos que garantir que as escolas existentes, com muitos anos, sejam requalificadas e que lhes sejam dadas novas condições. O sistema educativo tem evoluído e esta pandemia também nos leva a esse desafio de adaptar aos edifícios a outras condições, e isso está a ser feito", garantiu a autarca.

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