Matosinhos

Lar do Comércio não vai ser evacuado

Lar do Comércio não vai ser evacuado

Os 90 utentes do Lar do Comércio, em Leça do Balio, Matosinhos, que estão infetados com covid-19 não vão ser retirados da instituição. A direção da instituição pediu ajuda à Câmara nesse sentido, mas chegou-se à conclusão que o melhor era os idosos permanecerem no lar, mas com a devida segregação.

Segundo o JN apurou, a direção do lar chegou a enviar um comunicado a avisar as famílias que os utentes infetados iriam ser retirados da instituição.

Mas depois de uma reunião com elementos da autarquia, que aconteceu esta segunda-feira, chegaram à conclusão que o melhor era os idosos permanecerem no lar.

Todavia, a segregação dos utentes, exigida pelo delegado de saúde desde a primeira vistoria realizada ao lar, no passado dia 7 de abril - para que não haja maior risco de contágio - ainda não aconteceu.

Daí que a direção do lar comprometeu-se, na reunião desta segunda-feira, a enviar à Câmara de Matosinhos uma lista daquilo que precisam para proceder a essa alteração física dentro das próprias instalações.

Aliás, foi com a ajuda da equipa da Proteção Civil e 24 bombeiros das quatro corporações do concelho que foi possível, no passado dia 26 de abril, criar duas enfermarias para depois ser feita a segregação dos doentes.

Mas até à data, esse procedimento ainda não foi levado a cabo pela instituição.

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Isto, apesar da direção, no mês passado, ter garantido ao delegado de saúde, Jaime Baptista, já o ter feito.

A falta de pessoal foi apontado como um dos problemas do lar. Mas a 30 de abril, a instituição enviou um comunicado em que fez saber que, "uma nova equipa médica e de enfermagem, liderada pelo médico Francisco Ferrão", iriam entrar em funções ainda naquela semana.

Também a Segurança Social já disponibilizado 17 enfermeiros.

Entretanto, no Lar do Comércio já morreram 17 utentes com a covid-19 e outros 90 estão infetados.

As famílias dos utentes continuam a queixar-se de falta de informação e temem pela vida dos seus familiares.

O JN tentou, sem sucesso, falar com a direção do lar.

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