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Apesar dos avisos de poluição houve quem arriscasse ir ao mar em Matosinhos

Apesar dos avisos de poluição houve quem arriscasse ir ao mar em Matosinhos

Apesar do aviso, por parte da Autoridade Marítima Nacional, a desaconselhar a prática balnear em cinco praias de Matosinhos devido à possibilidade de poluição no mar causada pelo incêndio numa fábrica de tintas em Leça da Palmeira, muitas pessoas aproveitaram o bom tempo para um dia no areal e houve quem arriscasse um banho.

Esta quarta-feira as praias do Aterro, Azul, Boa Nova, Fuzelhas e Leça da Palmeira tinham a bandeira vermelha hasteada, na sequência do alerta da Agência Portuguesa do Ambiente. Foram também afixados avisos na entrada das praias e aos nadadores-salvadores foi solicitada atenção redobrada.

Porém, nem todas as pessoas sabiam da situação. Como era o caso de Carlos Palmeira, de 46 anos, que tinha o seu filho dentro de água, na praia não vigiada da Boa Nova. "Quem fez o aviso deu-lhe pouca importância. Eu já sabia do incêndio da fábrica, mas não sabia da interdição. O texto que colocaram é pequeno e o aviso vago. Só vi que dizia "perigo", pensei que seria por não haver vigilância", disse.

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Paulo Carvalho, de 39 anos, era um dos veraneantes que só tiveram conhecimento da interdição à chegada, estranhando desde logo haver pouca gente na praia Azul, normalmente bastante frequentada. "Quando chegamos de manhã, deu para ver que as pessoas não vinham, ou, então, iam logo embora, por não poderem ir à água", contou.

"As pessoas têm que ser compreensivas. Se querem tomar banho, têm de ir para outra praia. A bandeira vermelha é de respeitar, pois trata-se de um assunto de saúde pública", referiu Bruno Rodrigues, de 44 anos.

O incêndio num armazém da fábrica de tintas Diera, em Leça da Palmeira, ocorreu ao final do dia de segunda-feira. As águas residuais desaguaram na praia Azul, através de um cano que desemboca na Ribeira da Boa Nova. A APDL -Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo alertou, então, para a possibilidade de contaminação das águas, desaconselhando a prática balnear em cinco praias. A mesma instituição refere que emitirá novo aviso, logo que a situação fique normalizada.

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