ViaMove

Câmara e operadora de transportes de Matosinhos assumem haver "ainda muito a fazer"

Câmara e operadora de transportes de Matosinhos assumem haver "ainda muito a fazer"

A nova operadora de transportes públicos de Matosinhos - ViaMove - entrou em funcionamento em janeiro de 2019 e, um ano depois, câmara municipal e empresa falam numa evolução mais lenta do que o desejável e em "muito por fazer".

Fazendo o balanço deste primeiro ano de operação, o vereador dos Transportes e da Mobilidade disse à Lusa que foram dados "passos importantes", mas continua a existir um conjunto de problemas que é necessário resolver "rapidamente".

Uma das lacunas, apontou José Pedro Rodrigues, é o estado de manutenção de algumas viaturas, como se queixam os utentes.

"Tem havido algumas queixas justas, nomeadamente sobre a falta de asseio das viaturas, luzes de presença que não funcionam ou atrasos. Pequenos problemas que têm de ser corrigidos", considerou.

O comunista contou que algumas viaturas foram sendo substituídas, mas é verdade que outras não evidenciam condições para servir com dignidade as pessoas.

Falando em "pequenos problemas", comparativamente aos do passado, José Pedro Rodrigues assumiu que se criou uma "grande expectativa" quanto à mudança junto da população que, contrariamente ao desejável, tem vindo a ser feita devagar.

Contudo, o vereador lembrou que se passou de um período em que se verificavam incidentes graves nos veículos, como incêndios ou colisões rodoviárias, para uma fase de mudança com novas linhas, passes gratuitos para jovens e viaturas mais cuidadas, embora se registem problemas correntes do dia-a-dia.

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A ViaMove substituiu a operadora Resende, cuja concessão terminou em dezembro de 2018, após ser alvo de críticas por má qualidade dos veículos, bem como por relatos de sucessivos atrasos ou falhas de carreiras.

Matosinhos tem um "bom serviço" de transportes, mas não tão bom quanto desejaria e o utente precisaria, opinou José Pedro Rodrigues.

A autarquia tem estado em conversações com a empresa para resolver os problemas, nomeadamente aqueles relacionados com os horários.

"A estabilização dos horários é um dos principais problemas atuais da operação em Matosinhos", entendeu.

Reconhecendo as críticas quanto a este aspeto, o vereador dos Transportes e da Mobilidade revelou estar a discutir a correção de horários com a ViaMove, para garantir um serviço "mais estável e fiável".

Alinhado com esta posição, o gerente da ViaMove assumiu que há problemas que não se podem negar, havendo ainda muito a fazer, apesar da evolução registada.

Dizendo ter sido dado um passo em frente, Pedro Morais ressalvou que, apesar das pequenas falhas ainda existentes, o serviço não se pode comparar ao que existia há um ano.

"Não há registos de falhas com o nível de gravidade das que existiam", sublinhou.

Pedro Morais salientou que as mudanças não foram só exteriores, como dizem os utentes, mas sim mecânicas, acrescentando que foram viaturas para abate, outras para substituição e reparação, além das novas que foram adquiridas.

Atualmente, a taxa de sinistralidade é "muito baixa", situando-se a idade média da frota nos 13 anos.

Lembrando a dificuldade que é "renovar" uma frota de 70 autocarros sem interromper a operação, o gerente da empresa realçou a contratação de 20 motoristas. "É um processo contínuo e que exige tempo", concluiu.

Durante 2019, foram registados três acidentes com transportes em Matosinhos causando dois mortes e nove feridos.

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