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Corredor do Leça. Uma década para restaurar o postal bucólico de antigamente

Corredor do Leça. Uma década para restaurar o postal bucólico de antigamente

Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos associam-se pela despoluição e salvação do rio. Da nascente à foz, a ecologia também coexiste com um projeto político de coesão territorial.

O rio cristalino e idílico que corria da nascente do Monte Córdova, em Santo Tirso, até ao mar, em Matosinhos, passando por Valongo e pela Maia, entre bouças e milheirais, cruzado por pontes romanas e assinalado por moinhos e azenhas, o Leça em tempos descrito com a sensibilidade poética que atraía a burguesia a refrescos estivais, é a mesma veia que compromete os quatro concelhos na defesa e revalorização de um recurso que tem tanto de ecológico como de político, de união territorial e de coesão social. Ou como diz Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos e da recém-criada Associação de Municípios do Corredor do Rio Leça (AMCRL): "A partilha de uma estratégia para conseguirmos alcançar o objetivo a que nos propomos, mais do que fundamental, é imperiosa".

A estratégia a que se refere Luísa Salgueiro é uma liga fluvial, constituída em 2021 mas com origens bem mais remotas, na industrialização desregrada e na pressão urbanística verificadas a partir de 1950, ao ponto de o Leça ter sido tristemente reconhecido como um dos mais poluídos da Europa.

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