Protestos

Efacec respeita greve mas não compreende motivos

Efacec respeita greve mas não compreende motivos

A Efacec assegurou, na sexta-feira, que respeita a greve dos trabalhadores, embora não encontre fundamentos para a existência da mesma, e apelou ao sentido de responsabilidade dos sindicatos, alertando para a necessidade de garantir a sustentabilidade da empresa.

"Na sequência da greve convocada pelo Site-Norte, a Efacec respeita a ação de protesto, mas não encontra fundamentos de natureza laboral ou da vida interna da empresa que justifiquem a existência da mesma. A Efacec respeita o direito à greve, mas os motivos invocados pelo sindicato para esta paralisação estão totalmente desajustados da realidade da empresa", defendeu, em comunicado.

Cerca de uma centena de funcionários da Efacec aderiram à greve realizada hoje para reclamar aumentos salariais ainda este ano.

De acordo com o documento, a Efacec "goza de um ambiente de diálogo social favorável", tendo, pelo quinto ano consecutivo, a administração da empresa fechado um acordo de atualização salarial com a comissão de trabalhadores, que prevê aumentos acima do valor da inflação.

"Esta administração sempre tomou medidas para motivar e premiar o contributo dado pelos trabalhadores", sublinhou a Efacec.

A empresa apelou ainda ao "sentido de responsabilidade" dos sindicatos, vincando que é "imperativo" adequar a experiência da empresa à realidade atual e aos desafios futuros do setor.

Para a Efacec, "a exigência e competitividade" que marcam o panorama internacional e o compromisso para com as mais de 2.300 famílias que compõem a empresa requer uma gestão responsável e eficiente.

"Aqui reside a sustentabilidade futura da empresa e este é o caminho a trilhar pela Efacec para que continue a projetar a excelência da engenharia nacional além fronteiras", concluiu.

No final da concentração de hoje, fonte sindical, em declarações à Lusa, acusou a empresa de tentar dividir as várias estruturas representativas dos trabalhadores.

"A negociação do caderno reivindicativo de 2019 sempre se defrontou com obstáculos e dificuldades por parte da administração, ficando patente que os objetivos desta eram dividir/separar as estruturas representativas dos trabalhadores (ORT)", afirmou fonte da direção do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (Site-Norte) em declarações à agência Lusa, no final da concentração dos grevistas, que decorreu em frente às instalações da empresa na Arroteia, em Matosinhos.

Como exemplo da alegada tentativa da administração em "dividir" os trabalhadores, o Site-Norte apontou "a atitude assumida em 23 outubro, quando as comissões de trabalhadores [CT] se recusaram a apresentar uma contraproposta, bem como se recusaram a seguir a proposta das comissões sindicais, cujos valores eram mais favoráveis aos trabalhadores, abrindo caminho a que a empresa separasse as mesas de negociação".

A defesa do caderno reivindicativo e de aumentos salariais para este ano, com efeitos retroativos, estão na origem da greve, estando nova paralisação prevista para dia 15 entre as 14:00 e as 16:00.

A Efacec é uma empresa presente em mais de 60 países e tem a sua atividade centrada no desenvolvimento de produtos de energia, sistemas e mobilidade.

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