Manifestação

Fizeram-se ouvir sons de protesto em frente à Super Bock, em Leça do Balio

Fizeram-se ouvir sons de protesto em frente à Super Bock, em Leça do Balio

A greve dos trabalhadores da Super Bock Bebidas arrancou esta quinta-feira com uma manifestação à porta da sede da empresa em Leça do Balio, Matosinhos.

O protesto arrancou poucos minutos depois das oito horas e contou com a presença da secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha. A decisão de avançar com a greve tinha sido já tomada a 2 de dezembro, durante um plenário de trabalhadores que durou, na altura, quatro horas.

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Nessa reunião, os trabalhadores decidiram "condenar a vergonhosa atitude da empresa ao decidir não cumprir os acordos de integração dos trabalhadores com vínculos precários assumidos com os seus representantes no Ministério do Trabalho". Isto porque, explicou a Comissão de Trabalhadores ao JN, a empresa despediu 16 funcionários que, acrescenta, deveriam ter sido integrados no quadro da empresa na sequência de um acordo entre a Administração o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal.

Impacto da crise provocada pela covid-19

Por sua vez, a Administração do Super Bock Group já tinha confirmado ao JN que a alteração de circunstâncias motivada pelo impacto da crise pandémica no negócio do grupo é de tal forma que inviabiliza o cumprimento do acordo (acima referido), firmado em janeiro "num contexto prévio à pandemia".

A mesma fonte acrescentou ainda que a "dimensão estrutural da crise" levou mesmo a um plano de "reestruturação interno, que se encontra praticamente concluído, tendo decorrido de forma serena".

Os trabalhadores falam ainda em "ações prepotentes e persecutórias", que terão sido "já identificadas", exigindo que terminem, e o "arrepio do sentido das ações de gestão relativas ao relacionamento humano e à garantia de cumprimento dos direitos".

A greve dos trabalhadores da Super Bock, que se prolonga durante 24 horas, paralisou as linhas de enchimento da empresa, afirmou fonte sindical. "As últimas informações que me chegaram, há cerca de uma hora [ao início da tarde desta quinta-feira], são de que as linhas de enchimento estão todas paradas", afirmou o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab) José Eduardo Andrade, em declarações à Lusa.

Segundo o dirigente sindical, "nunca se consegue uma adesão de 100% dos trabalhadores, mas [os que compareceram] na área industrial não foram suficientes para garantir a operacionalidade e pelo menos as linhas de enchimento estavam paradas".

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