Refinaria de Matosinhos

Galp manterá vínculo com mais de 100 trabalhadores

Galp manterá vínculo com mais de 100 trabalhadores

Mais de 100 trabalhadores da Petrogal terão aceitado manter o vínculo com a Galp, revelou a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, em reunião de Executivo, acrescentando que a empresa terá a "expectativa" de alargar este número.

A informação foi dada pela empresa à Autarquia, em resposta a um pedido de reunião. Recorde-se que a Galp já tinha anunciado que ia manter 70 trabalhadores em funções no parque logístico. O JN questionou a Galp mas não obteve resposta.

"Não percebemos como é que a Câmara, com essa informação, não solicita uma reunião com os trabalhadores", critica Telmo Silva, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (Site-Norte) e membro da Comissão de Trabalhadores, revelando o ambiente de "ansiedade, confusão e preocupação" que se tem vivido nas instalações.

Telmo Silva afirma que a proposta de manter o vínculo com a empresa terá sido feita, de acordo com a informação que têm os sindicatos, entre 20 a 30 trabalhadores. Esta decisão estará associada a uma "revisão da categoria profissional". "Muitos só ficam até 2022 ou 2023", realça Telmo.

O sindicalista caracteriza a informação prestada pela empresa como uma "jogada de bastidores", caracterizando o encerramento da Petrogal como um "processo oculto" e que considera que "está a ser manipulado".

"A própria Comissão de Trabalhadores não tem qualquer informação por parte da empresa", acrescenta.

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Entretanto, o conselho consultivo criado pela Câmara de Matosinhos para avaliar e discutir o encerramento da refinaria continua à procura soluções para os terrenos em Leça da Palmeira. Ainda não há conclusões dos estudos pedidos pela Autarquia à Faculdade de Economia e ao INEGI (Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial).

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