Longevidade

Idalina chega aos 100 anos com memória prodigiosa

Idalina chega aos 100 anos com memória prodigiosa

Idalina Fernandes "anda há 35 anos a dizer que está velha", conta, a rir, Carlos Fernandes, um dos "muitos sobrinhos" da idosa de Matosinhos que, este domingo, reuniu a família em Monte Córdova, Santo Tirso, para festejar o aniversário. Mas não apenas mais um: são 100 anos, completados hoje, com uma memória de fazer inveja a quem tem apenas meio século de vida.

Não beber vinho será um dos segredos dessa longevidade e de tamanha capacidade de memorização - inclusive, de datas longínquas, como a do regresso de Angola, "a 19 de maio de 1975", após 45 anos lá vividos -, argumenta Idalina, entre um sorriso. Mas Carlos acrescentar-lhe-ia "uma sabedoria", que "também gostava de ter": "É muito positiva; aceita as coisas e os outros. De forma crítica, mas aceita. E não discute com as pessoas, nem se queixa". É a própria quem exemplifica: "Quando vejo que estão a aldrabar-me, não digo nada. Dou um desconto de 99 por cento", ri a centenária, para quem deitar-se às 23 horas "é cedo". Jorge Forte, um dos seis netos (tem ainda cinco bisnetos), chama-lhe "inteligência emocional".

Além de gostar de conversar, Idalina, que nasceu em Ponte de Lima e reside na Senhora da Hora (Matosinhos), procura estar informada. "Com 99 anos, quer saber sobre energias renováveis. Acho extraordinário", orgulha-se Carlos Fernandes.