Construção

Obras do Portinho de Angeiras terminam no final de 2018

Obras do Portinho de Angeiras terminam no final de 2018

A construção do Portinho de Angeiras, em Matosinhos, arranca esta quarta-feira e estará concluída no final de 2018 com um investimento de 4,2 milhões de euros, anunciou a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

A empreitada incluiu a edificação de um molhe de abrigo da zona piscatória com um custo de 3,7 milhões de euros, a requalificação do posto de controlo e transferência de pescado no valor de 163 mil euros e a construção de um canal e rampa de acesso à zona piscatória orçado em 315 mil euros, afirmou durante a cerimónia de apresentação do projeto, no Mercado de Angeiras.

Ana Paula Vitorino disse que a obra será feita em três fases, começando duas delas esta quarta-feira e a terceira no final do ano.

"Estamos aqui para dizer que palavra dada é palavra honrada. Este era um duplo compromisso, compromisso que António Costa assumiu na sua campanha eleitoral e compromisso que quer eu, quer Guilherme Pinto [antigo presidente da Câmara de Matosinhos que morreu em janeiro] assumimos há dez anos quando lançamos os concursos públicos, anulados pelo governo seguinte", frisou.

A governante recordou que no após o funeral do autarca Guilherme Pinto recebeu uma carta deste em que lhe pedia que não se esquecesse de Angeiras.

A reabilitação do porto de controlo e registo de pescado, uma das intervenções que inicia hoje, prevê a modernização do edifício existente e dos equipamentos, a substituição da cobertura em fibrocimento, a requalificação de todos os vãos das fachadas, novos revestimentos interiores e novas redes de águas, esgotos, elétricas e comunicações.

O objetivo desta obra é melhorar as condições de manipulação, acondicionamento e venda de pescado, instalando equipamentos para a higienização de pessoas, produção e armazenamento de gelo e pesagem de peixe.

Também o aprofundamento do canal de acesso à zona piscatória arranca hoje com o objetivo de melhorar as condições de trabalho e segurança na operação no caneiro natural de acesso à área e varagem na praia.

O canal de acesso acompanhará o caneiro existente entre dois afloramentos rochosos, obrigando ao quebramento de picos rochosos.

Já a construção do molhe com cerca de 448 metros de comprimento, em que será instalado um farolim, deverá arrancar no final do ano, dado estar atualmente em fase de Avaliação de Impacte Ambiental por parte da Agência Portuguesa do Ambiente.

A data prevista para a emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) é final de julho, seguindo-se depois a abertura de concurso de empreitada.

Esta obra será financiada pelo Programa Operacional Mar 2020 e visa proporcionar melhores condições de abrigo em relação à agitação marítima durante a navegação de aproximação e partida para a pesca.

Antes desta cerimónia, a ministra visitou a zona piscatória local onde os pescadores se queixaram da falta do Portinho de Angeiras, um projeto que aguardam há décadas e já várias vezes prometido por diversos governos.

"Não estamos cá para fazer promessas, mas sim para anunciar a consignação da obra", realçou.

Angeiras é uma comunidade piscatória tradicional, sendo a pesca ou as atividades relacionadas fontes de emprego e de rendimento das famílias.

Em 2016, segundo dados do ministério, foram descarregadas aqui cerca de 49 mil toneladas de pescado correspondente a cerca de 182 mil euros, resultante da atividade de 23 embarcações.

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