Matosinhos

Pescadores não foram ao mar em forma de protesto  

Pescadores não foram ao mar em forma de protesto  

Cerca de 500 pescadores de Matosinhos, da Póvoa de Varzim, de Aveiro e da Figueira da Foz não foram ao mar durante a madrugada desta quarta-feira como forma de protesto contra a "fiscalização excessiva" e as quotas estipuladas para a captura da sardinha.

Os pescadores concentram-se entre a 1.30 horas e as 9.30 horas à frente da Docapesca de Matosinhos, impedindo a entrada e saída de veículos.

"Isto é um descontentamento que se tem vindo a agravar. Este ano, começámos a captura um mês mais tarde e a quantidade que podemos trazer do mar é 30% inferior ao valor do ano passado. A agravar toda a situação temos a GNR que não larga o Porto de Leixões. A fiscalização é excessiva", explicou ao JN Agostinho Mata, presidente da Propeixe.

As coimas rondam os 250 euros. De acordo com Agostinho Mata, os pescadores estão a ser multados pelo peixe capturado para consumo próprio.

"Tem de haver fiscalização. Sempre que cometeram exageros, os pescadores foram multados. Mas temos de ter em atenção que a reincidência mexe com outras questões, como as cartas de pesca... Não é possível em alto mar precisar os 3735 quilos de sardinha que pedem, até porque nas redes vêm outras espécies misturadas", disse.

Os pescadores voltam ao mar, esta madrugada. Esta quinta-feira, está agendada uma reunião com a GNR.

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