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Lionesa compra mosteiro de Leça do Balio

Lionesa compra mosteiro de Leça do Balio

O centro empresarial Lionesa comprou o mosteiro de Leça do Balio e tenciona construir no terreno um campo de golfe com 30 buracos.

O edifício do mosteiro, que era usado como salão de festas, vai ser transformado num centro interpretativo, onde será mostrada toda a história que remonta ao século X. A Lionesa adquiriu outro terreno junto às suas instalações para construir um parque de estacionamento com 500 lugares. Os projetos não deverão esbarrar na Câmara de Matosinhos, que foi consultada antes da concretização do negócio.

A compra dos dois imóveis já se concretizou há cerca de três meses, mas só há dias foi revelada numa mensagem enviada aos funcionários pelo centro empresarial pertencente à empresa As Fábricas Portuguesas, em que se dizia que "o terreno e o mosteiro de Leça do Balio passaram a ser lioneses".

A mensagem criou algum alarido, dado que, na gíria local, o mosteiro de Leça do Balio sempre foi associado à igreja classificada como património nacional desde 1910. A Lionesa garante, contudo, que não comprou o templo, símbolo do estilo gótico. A aquisição abrange a quinta do Mosteiro e o seu terreno, que era propriedade da família Ramos Pinto e estava a ser usada como recinto de festas, nomeadamente de casamentos, sob a designação de mosteiro dos Paços de Balio. "Consideramos que não era uma finalidade digna para aquele espaço que tem uma história fantástica", justifica Eduarda Pinto, diretora-geral do Centro Empresarial Lionesa, recordando que as origens do mosteiro de Leça do Balio remontam ao ano de 1003.

A Lionesa garante, assim, que não só pretende preservar o mosteiro como está a estudar toda a sua história para o transformar num centro interpretativo. Projeto que pretende lançar até ao final do ano. "Consideramos que era altura de avançarmos também com uma componente cultural na Lionesa, enaltecendo o património existente na zona", refere Eduarda Pinto.

Nova valência para clientes

Se o edifício terá uma componente cultural, já o terreno da quinta do Mosteiro será direcionado para uma vertente lúdica. É que, depois de ter criado um ginásio e um campo de ténis nas suas instalações, a Lionesa pretende construir um campo de golfe, que poderá ter 30 buracos. "Somos um resort empresarial. Pretendemos criar mais uma valência para os nossos clientes. Temos muitos empresários que gostam de jogar golfe", justifica a diretora-geral da Lionesa, referindo que o projeto ainda se encontra "numa fase muito embrionária".

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Mais imediata é a construção de um parque de estacionamento, com 500 lugares, num terreno junto à Lionesa. O projeto será entregue este mês no Município e a obra estará pronta entre agosto e setembro. "É uma zona com muita atividade empresarial e com uma grande carência de transportes, o que faz com que muitas pessoas se desloquem de carro", compreende o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, que foi consultado pela Lionesa antes do negócio se concretizar. "Tínhamos de saber se havia recetividade do Município", justifica Eduarda Pinto.

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