Transportes

Mais 23 comboios nas linhas do Douro e Minho

Mais 23 comboios nas linhas do Douro e Minho

As linhas do Douro e do Minho vão contar com mais 23 comboios até ao início do verão. Este material vai complementar a oferta das automotoras diesel que atualmente circulam nestas linhas.

O reforço de material será feito com a recuperação de um total de 28 unidades na oficina de Guifões, em Matosinhos, que será oficialmente reaberta esta quarta-feira.

Até junho, vão ganhar nova vida 13 carruagens Schindler, da década de 1940; 10 carruagens fabricadas nas antigas oficinas da Sorefame e ainda cinco locomotivas 2600.

Uma das locomotivas e duas carruagens Schindler já reparadas serão exibidas esta tarde na inauguração daquela unidade.

Ao haver mais material nestas linhas, a CP poderá libertar algumas das 24 automotoras a diesel alugadas a Espanha para percursos não eletrificados, como as linhas do Oeste, do Alentejo e do Algarve.

No caso do Algarve, persistem as supressões diárias de comboios. Sempre que há uma ligação suprimida por culpa própria, a CP tem de pagar uma multa, ao abrigo do contrato de serviço público, que está atrasado.

Regresso de Guifões

O reforço de material circulante apenas é possível por causa da reabertura da oficina de Guifões. Esta é uma das medidas do plano de investimento de 45 milhões de euros na CP até ao final de 2022, aprovado pelo Governo no final de junho.

Atualmente com 70 operários, a oficina será reforçada com mais trabalhadores nos próximos meses.

Trabalho não irá faltar nesta unidade: só para este ano, prevê-se também a recuperação de locomotivas diesel da série 1400 e de carruagens Sorefame e Schindler.

Em Guifões, também serão reparados os "bogies" das automotoras elétricas da série 2240 e modificados os interiores das carruagens Corail, do serviço Intercidades.

Na oficina do concelho de Matosinhos, também haverá antigas carruagens-furgão que passarão a ter comandos de maquinista para controlar comboios a partir do sistema "push-pull".

Contrato atrasado

O Tribunal de Contas pediu mais esclarecimentos à CP sobre o contrato de serviço público. A empresa será compensada em 90 milhões de euros por ano ao abrigo deste documento.

Mais de 170 entradas

Entraram 173 pessoas para a operação e manutenção da CP em seis meses. Falta apenas recrutar seis pessoas para a área da manutenção (que estava na empresa EMEF) e mais oito pessoas para a área operacional.

CP descentralizada

A empresa vai acabar com a antiga divisão em unidades de negócio (CP Regional, CP Longo Curso, CP Lisboa e CP Porto), que passam a ser produtos da empresa e não entidades autónomas. A Direção de Operações e Comercial vai incluir uma área de produção que estará dividida em Norte, Centro, Lisboa e Sul, adiantou o "Público".

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