Preocupação

Matosinhos chama a atenção para custos com a Circunvalação

Matosinhos chama a atenção para custos com a Circunvalação

Luísa Salgueiro partilha preocupação com o Porto sobre eventual transferência da estrada por parte do Estado.

Certa de que os municípios "não podem suportar obras que estiveram pendentes durante muitos anos", a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, alerta para a necessidade de avaliar se a transferência da Estrada da Circunvalação "está no pacote previsto para a descentralização". E se a essa municipalização está associado "o respetivo envelope financeiro". Isto porque, insiste a autarca, as câmaras "não podem suportar obras que estiveram pendentes durante muitos e que nunca foram realizadas".

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Partilhando as preocupações da Câmara do Porto, expressas há uma semana pelo vereador do Urbanismo, Pedro Baganha, a autarca matosinhense nota que, se a transferência for realmente imposta, "é preciso revisitar tudo [o projeto metropolitano apresentado há cinco anos] e chegar a acordo entre os vários municípios". A estrada atravessa o Porto, Matosinhos, Gondomar e Maia, sendo que este último município, ao qual pertencem cerca de dois quilómetros de estrada, já aceitou a transferência de competências. "Os outros têm percursos muito maiores e é preciso ponderar isso muito bem, sobretudo Porto e Matosinhos. Dividimos ali a nossa fronteira", acrescentou Luísa Salgueiro.

A autarca falava ao JN à margem da reunião de Câmara que decorreu ontem no salão paroquial de Santa Cruz do Bispo.

Qualidade da água

Depois de um verão em que, por várias vezes, foram levantadas dúvidas quanto à qualidade da água na praia de Matosinhos, o vereador do PSD Pedro Rodrigues anunciou que foram pedidas análises a um laboratório independente no início de setembro. De acordo com o social-democrata, "os indicadores de água apresentam valores acima daqueles que são aceitáveis".

"Todas as análises que temos estão dentro dos parâmetros estabelecidos, à exceção de uma", respondeu Luísa Salgueiro. Do departamento municipal do Ambiente, o engenheiro Francisco Pires acrescentou que a Agência Portuguesa do Ambiente fez 18 análises e a Câmara mais 13, no total de 31. "Tivemos uma que desaconselhou a prática balnear", reafirmou.

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