Desconfinamento

Matosinhos: "Já nos ligaram para reservar mesas na esplanada"

Matosinhos: "Já nos ligaram para reservar mesas na esplanada"

Fátima Silva ficou pasmada quando viu a esplanada encher-se logo pelas 9 da matina, hora ainda fresca à beira-mar. "Às nove e um quarto, já tínhamos metade da esplanada cheia. Estavam os clientes nas mesas e andávamos a montar os guarda-sóis", contava ao JN a sócia-gerente do bar Vagas, na praia de Matosinhos, durante a concorrida hora de almoço desta segunda-feira.

A abertura era só às habituais 10 horas, mas a empresária acredita que alguns clientes chegaram mais cedo para assegurar lugar. "Há pessoas que já nos ligaram para reservar mesas na esplanada, mas não podemos reservar", diz Fátima Silva, que adianta: "amanhã [terça-feira], estamos a pensar seriamente em abrir às 9 horas"

A equipa do Vagas, que tinha entrado às 9 horas para organizar a abertura da esplanada, teve de apressar os preparativos para começar a servir às mesas. "Cafés e pequenos-almoços, com a típica torradinha", descreve a sócia do bar. "As pessoas estavam sedentas [de ir à esplanada] e, estando bom tempo, sabíamos que íamos trabalhar bem. Mas não pensávamos que às 9.15 horas estivesse tanta gente", confessa Fátima Silva, que contabiliza uma quebra no negócio entre 70 e 80% durante o confinamento.

Mais adiante, o Lais de Guia também tinha a esplanada voltada para o mar lotada. "Sai gente, senta gente. E gente à espera", observa Carla Mendes, que trabalha no bar. "Olha, aquele rapaz vai sair", verificava uma potencial cliente, enquanto se precipitava rapidamente para a mesa. Tinha aguardado a vez por alguns minutos. Sem filas, tal como no Vagas.

"Desde manhã, começou super bem. Foi sempre seguidinho. Não temos parado. Foi enchendo gradualmente, até agora. Muitos pequenos-almoços e almoços", constata, atarefada, a funcionária. São quatro a servir à mesa, e esta segunda-feira não tiveram mãos a medir. O facto de ser "dia quase de feriado, em que muita gente não está a trabalhar", terá ajudado, acredita Carla Mendes.

Agarrados à esperança de que o serviço de esplanada ajude a reanimar o negócio, os empresários temem, contudo, qualquer reviravolta meteorológica. "Claro que, se chover... Não podemos atender ninguém", antecipava Fátima Silva.

Já do lado do Porto, José Ferreira era o rosto do desânimo, após ter constatado que a informação dada por "um colega", de que "hoje [ontem] ainda não se podia abrir; só na terça-feira [hoje]", não correspondia à realidade. "Ninguém abriu; só abri eu, por casualidade. Não vinha para abrir, mas para pôr a esplanada no sítio, para amanhã [hoje] abrir. Mas vinha de Paços de Ferreira, e vi tudo aberto por aí abaixo. E se os outros abrem, quem sou eu para não abrir?". Abriu, então, o Sunset, no Edifício Transparente, e "as pessoas começaram a sentar-se". "Muita gente já pediu, mas não estou a vender comida porque não fiz encomendas, a pensar que não abria", arrependia-se, "triste", o comerciante.

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