Infraestruturas

Matosinhos pede reunião ao Governo para "decisão política" sobre obras no Porto de Leixões

Matosinhos pede reunião ao Governo para "decisão política" sobre obras no Porto de Leixões

A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, anunciou esta terça-feira à tarde, ter pedido uma reunião ao ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, para lhe manifestar as suas "preocupações" quanto à construção do quebra-mar de Leixões, lembrando que há uma decisão que só poderá ser tomada pela tutela.

"Pedi uma reunião do executivo ao senhor ministro das Infraestruturas porque entendo que a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) terá um cronograma para cumprir que tem de ser definido pela tutela e, portanto, é com a tutela que a câmara municipal se deve articular", afirmou a autarca em reunião pública de executivo.

Após ser questionada sobre as obras em Leixões pelos vereadores da oposição, Luísa Salgueiro afirmou que há uma "questão no tempo" a resolver, porque a administração portuária garantiu que, até ao início da obra de prolongamento do quebra-mar, com adjudicação prevista para fevereiro, "serão dadas respostas a todas as questões das entidades chamadas a pronunciar-se", mas a câmara defende que essas devem ser dadas até à adjudicação.

"Há uma decisão política a tomar entre estes dois momentos e essa compete ao ministro tomá-la" insistiu a líder da Câmara de Matosinhos.

Luísa Salgueiro revelou ainda ter sugerido ao ministro das Infraestruturas que promovesse uma reunião do grupo de trabalho de acompanhamento do quebra-mar, criado para estudar e analisar os impactos desta empreitada.

O grupo de acompanhamento que inclui membros das duas câmaras, Matosinhos e Porto, não reúne desde julho por "questões que se prendem com a tomada de posse do novo governo", disse Luísa Salgueiro.

Para o vereador do Ambiente, António Correia Pinto, a adjudicação da obra não foi "propriamente surpresa" por ser previsível "dentro do calendário do procedimento em curso que o momento da adjudicação fosse para esta altura".

"O que nós achamos é que não devia ser concretizado o ato de adjudicação antes de estarem preenchidas todas as condições que tínhamos definido", explicou o vereador, após a reunião.

"A divergência, a ser sanável, só depende de uma decisão política e não de uma decisão técnica da própria administração da APDL", disse o vereador que integra o grupo de acompanhamento. Correia Pinto acrescenta que se trata de uma decisão política que tem de ser tomada por um ministro e "não por mais ninguém".

Em causa está o anúncio feito pela APDL está semana, que revelava que a adjudicação da obra do quebra-mar em Leixões deverá ser feita em fevereiro.

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