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Matosinhos quer comprar porto comercial de dois mil anos

Matosinhos quer comprar porto comercial de dois mil anos

Umas duas dezenas de alunos finalistas da licenciatura de Arqueologia concluíram um mês de escavações no chamado Castro do Monte Castêlo, em Guifões, que a Câmara de Matosinhos quer comprar em hasta pública.

Entre o processo dinâmico de ensino e a investigação científica, os novos achados não diferem dos de campanhas anteriores - muros, cerâmicas, recipientes de transporte, utensílios caseiros diversos... -, mas reforçam a convicção da existência de muitos mais vestígios nos terrenos privados incluídos no Monumento de Interesse Público, assim classificado desde 1971, e que nessa condição suscitam o interesse do município.

Decorridas numa parcela do Porto de Leixões, parte igualmente interessada no protocolo de parceria entre a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a Câmara de Matosinhos, as escavações revelaram artefactos da Idade do Ferro, da Ocupação Romana e mesmo de uma certa era proto-histórica, que remonta às origens mais remotas de Matosinhos e do que há dois mil anos ainda era uma enseada, na margem esquerda esquerda do Rio Leça, a três quilómetros do Atlântico, onde se instalou o abrigo comercial que abastecia a região com produtos oriundos do Mediterrâneo, de África e da Europa Central e do Norte.

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