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"Metrobus" pode vir a ligar os terrenos da Petrogal ao aeroporto

"Metrobus" pode vir a ligar os terrenos da Petrogal ao aeroporto

A Câmara de Matosinhos confirmou hoje à Lusa que encomendou um estudo para implementar um "metrobus" entre o aeroporto, situado na Maia, e a Petrogal, estando ainda em equação a ligação a Leça da Palmeira e Matosinhos.

"Abrange a ligação do aeroporto [Francisco Sá Carneiro] à zona nascente dos terrenos da Petrogal, mas está em análise também o traçado de ligação a Leça da Palmeira e Matosinhos", refere a autarquia em resposta a questões da agência Lusa.

Em causa está um estudo encomendado à empresa Trenmo para a "análise exploratória para a viabilidade de implantação de um BRT [Bus Rapid Transit, vulgo "metrobus"] em Matosinhos", assinado em fevereiro deste ano, publicado no portal de contratos públicos Base.

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Questionada acerca da intenção de implementar um BRT no concelho "num futuro próximo", fonte oficial da autarquia respondeu afirmativamente, apontando para "prazos no horizonte temporal de 2025/2026", num projeto "no âmbito do recurso ao Fundo de Transição Justa".

"O estudo está a ser realizado, todavia, ainda é prematuro adiantar informações porque o mesmo ainda não está terminado e nem foi aprovado pelo executivo municipal", ressalva, por outro lado, a autarquia.

A antiga refinaria de Matosinhos vai dar lugar a uma cidade da inovação ligada às "energias do futuro", no âmbito de um protocolo de cooperação entre a Galp, a Câmara de Matosinhos e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

A Galp escolheu a holandesa MVRDV para construir uma `Innovation District´ (cidade da inovação ligada às energias do futuro) na antiga refinaria de Matosinhos, no distrito do Porto, foi anunciado na sexta-feira.

Já sobre a opção de um BRT em detrimento de outro tipo de soluções de transporte, como por exemplo o elétrico, a Câmara de Matosinhos afirmou que "a opção BRT está cientificamente comprovada que é uma solução eficaz considerando a flexibilidade da sua implementação no espaço urbano disponível".

"Não sendo uma infraestrutura rígida, são possíveis várias soluções em resposta do espaço público disponível, evitando expropriações. O canal BRT tem a vantagem de poder ser utilizado por outros transportes públicos, o que em algumas áreas da cidade pode ter aspetos positivos", argumenta ainda.

Fonte oficial daquela autarquia do distrito do Porto salienta ainda que "a largura do espaço canal não é tão exigente como as soluções de metro ou elétrico", envolvendo o 'metrobus' "uma construção de infraestrutura bastante mais económica e com um esforço de implementação menor que as outras soluções, tendo em conta os espaços urbanos já consolidados".

Apesar da defesa da solução BRT, "todas as soluções têm as suas vantagens e inconvenientes", e a autarquia reconhece que "a solução metro (LRT) é um transporte público de maior qualidade de serviço por ser mais confortável e qualificador do espaço público que o BRT", mas "em termos de tempos de viagem BRT e LRT são idênticos".

"As soluções mais adequadas estão no território, o nosso dever é encontrá-las considerando a análise dos diagnósticos e estratégia do Plano de Mobilidade e Transportes e Plano Diretor Municipal", conclui a Câmara de Matosinhos na resposta à Lusa.

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