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Novo sistema antecipará avarias na ponte móvel de Leixões

Novo sistema antecipará avarias na ponte móvel de Leixões

Trabalho está a ser desenvolvido pelo INEGI que estuda ainda as causas de anomalias detetadas na travessia que liga Leça da Palmeira a Matosinhos.

A ponte móvel de Leixões, que liga Leça da Palmeira a Matosinhos, vai ter sensores que vão permitir antecipar avarias e planear intervenções de manutenção. O sistema de monitorização está a ser desenvolvido pelo INEGI, que coordena o grupo de trabalho criado para identificar e estudar também as principais causas das anomalias prematuras ocorridas até então. Desde a inauguração, em julho de 2007, a travessia sofreu pelo menos três avarias.

"A ponte avariou um conjunto de vezes em elementos que supostamente tinham um tempo de vida útil maior do que aquele que se veio a verificar. Começamos a questionar as empresas sobre o que poderia estar a acontecer, mas não nos conseguiam dar informação porque a ponte não está sensorizada, ou seja, não sabemos quais são os esforços, as pressões e as temperaturas [a que está sujeita]", explicou Nuno Araújo, presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

De acordo com o responsável, a administração portuária trabalha desde 2018 com o INEGI no sentido de identificar o porquê das avarias precoces. No entanto, no ano passado, após a ocorrência de mais uma anomalia, foi formado um grupo de trabalho, coordenado pelo INEGI e composto por "todas as empresas envolvidas na operação, manutenção e reparação da ponte". As conclusões deverão ser conhecidas em abril ou maio deste ano.

Modelação digital

"Este trabalho mais exaustivo passa pela modelação digital da ponte e depois pela sua sensorização. Vamos simular várias aberturas da ponte até se escrutinar quais são os esforços a que a ponte está sujeita. Depois, vamos tentar diagnosticar se algum dos esforços vão além do que estava dimensionado", detalhou o presidente da APDL.

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