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Primeiras carruagens recuperadas em Guifões vão servir linha do Minho

Primeiras carruagens recuperadas em Guifões vão servir linha do Minho

As primeiras carruagens, compradas pela CP à espanhola Renfe e que vão ser recuperadas em Guifões, Matosinhos, destinam-se à Linha do Minho e deverão estar em funcionamento a partir de janeiro.

Das 51 carruagens compradas por cerca de 1,6 milhões de euros, 18 já se encontram nas oficinas da CP em Guifões, no concelho de Matosinhos, para serem recuperadas. Outras três deverão ser entregues ainda hoje.

De acordo com o presidente da CP, Nuno Freitas, a Linha do Minho vai ser a primeira a beneficiar com as carruagens, que deverão estar em circulação já em janeiro.

"Estas carruagens vão levar as cores e o interior da CP. No final, vão ser carruagens completamente novas. O primeiro conjunto vai ser para a inauguração da eletrificação da linha do Minho. Passamos a ter comboios elétricos, em vez de comboios Diesel. Já temos cinco locomotivas recuperadas para fazer esse serviço, sendo que vamos precisar de sete", referiu.

O restante equipamento será utilizado noutras linhas, "provavelmente para fazer regionais e inter-regionais na linha do Norte".

Durante a visita ao Parque Oficinal de Guifões, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, sublinhou que as carruagens vão ter "espaço para que os passageiros possam colocar a sua bicicleta".

"É uma nota muito importante do tipo de mobilidade que precisamos para o futuro: meios de transporte menos poluentes. Do ponto de vista ambiental, a ferrovia é imbatível e se conseguirmos que os comboios tenham espaço para guardarmos bicicletas estamos a dar um contributo muito importante para uma vida mais saudável e mais sustentável", disse.

Admitindo que "Portugal é um país com um parque circulante muito antigo", o governante afirmou ser "imprescindível" lançar "concursos para comprar comboios novos". Ainda assim, deixou o aviso: "vai demorar".

Recusando falar sobre a TAP, Pedro Nuno Santos frisou que a compra das 51 carruagens foi um "bom negócio" e que Portugal pode "ensinar outros estados estrangeiros - e também alguns privados - a fazer bons negócios".

"Estamos disponíveis não só para ensinar outros estados estrangeiros a fazer bons negócios, mas também a muitos privados, porque comprar 51 carruagens destas por um milhão e 650 mil euros foi um bom e grande negócio ao alcance de muito poucos", salientou Pedro Nuno Santos, explicando que a CP "não espera gastar mais de 150 mil euros" na recuperação de cada carruagem e que cada comboio novo custaria mais de um milhão de euros.

Pedro Nuno Santos acrescentou que a ambição é criar em Guifões "não só o principal Centro Ferroviário Nacional", mas também "um dos principais centros ferroviários da Europa".

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