Covid-19

Testemunhas ouvidas em queixa da Câmara de Matosinhos sobre Lar do Comércio

Testemunhas ouvidas em queixa da Câmara de Matosinhos sobre Lar do Comércio

A presidente da Câmara Municipal de Matosinhos revelou esta terça-feira que as testemunhas arroladas na queixa que entregou ao Ministério Público sobre o Lar do Comércio, que registou 24 mortes por covid-19, já foram ouvidas.

"Já foram ouvidas pelo procurador do Ministério Público os envolvidos na queixa", afirmou Luísa Salgueiro.

Esta informação foi dada pela socialista, depois de questionada sobre o ponto da situação deste lar pelo deputado Sérgio Meira, do movimento independente SIM, liderado por António Parada.

"Temos ouvido falar do Lar de Reguengos de Monsaraz, mas em Matosinhos tivemos algo pior, o Lar do Comércio. Por isso, queria saber qual o ponto da situação e se a direção se mantém em funções", questionou.

Dizendo que não compete à câmara substituir a direção da instituição, Luísa Salgueiro garantiu ter tomado "todas as medidas" para que a situação que o lar enfrentou, com mais de 100 infetados, fosse ultrapassada.

"Mais importante é diligenciar e garantir que a situação não se repete", sublinhou.

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A 15 de maio, Luísa Salgueiro afirmou que a atuação da direção do Lar do Comércio foi negligente e que, por esse motivo, participou ao Ministério Público as situações que chegaram ao conhecimento da autarquia.

"Naturalmente que as situações que chegaram ao nosso conhecimento sobre casos no Lar do Comercio são participadas ao Ministério Público. Tal como a câmara já fez em situações em que havia relatos muito menores, nós participaremos e depois o Ministério Público fará o desenrolar do processo conforme melhor entender", disse, na altura.

Com mais de 200 idosos, o Lar do Comércio contabilizou mais de 100 infetados, dos quais 24 acabaram por morrer.

O edifício teve de ser descontaminado pelo Exército Português, num processo que obrigou à transferência de 59 utentes para três instituições do distrito do Porto.

O Ministério Público instaurou um inquérito à atuação do lar e um familiar de uma utente que morreu com covid-19 apresentou queixa, por alegada prática de vários crimes, e requereu a suspensão de funções dos órgãos sociais.

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