Refinaria de Matosinhos

Trabalhadores da Petrogal vão fazer plenário em frente à Câmara do Porto

Trabalhadores da Petrogal vão fazer plenário em frente à Câmara do Porto

À procura de respostas, os trabalhadores da refinaria da Galp em Leça da Palmeira, Matosinhos, vão manifestar-se em frente à Câmara do Porto no próximo dia 25. Em causa o "silêncio" do presidente, Rui Moreira. A Autarquia garante já ter recebido os trabalhadores.

Após três horas de reunião com a administração da Galp, a Comissão de Trabalhadores da Petrogal continua sem "qualquer informação por parte da empresa" quanto ao futuro dos seus empregos. A duas semanas do previsível fecho da fábrica de combustíveis - a Galp apontou março como o mês do encerramento - "a empresa continua a não ter respostas. Diz que a situação está em estudo", revelou ao JN Telmo Silva, membro da comissão, aproveitando ainda para expressar a "grande admiração do grupo" perante o "silêncio" do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

De acordo com Telmo Silva, "os sindicatos pediram para reunir com a Câmara do Porto" e o presidente "não os recebeu". Pelo facto de o autarca "nunca ter vindo a público defender a refinaria", os trabalhadores marcaram um plenário para o próximo dia 25, em frente à Câmara do Porto, onde se vão manifestar.

Em resposta ao JN, a Autarquia garante que os trabalhadores "foram recebidos em dezembro, pelo gabinete do presidente". Em relação às críticas feitas pelos trabalhadores, a Câmara não quis comentar. A Galp, por sua vez, garante estar a reunir individualmente com os trabalhadores com o objetivo de encontrar soluções.

Conversão em biorrefinaria

Os trabalhadores afirmam ainda que a empresa "não revela o estudo de conversão da Petrogal numa biorrefinaria". A empresa já veio garantir que o estudo em causa perdeu viabilidade económica. No entanto, os trabalhadores não estão convencidos e pedem para "ver os números" que comprovem essa afirmação.

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A decisão trata-se de uma tentativa de "defesa dos acionistas e não do país", considera a Comissão de Trabalhadores, falando no aumento da inflação nos produtos que eram produzidos na fábrica de aromáticos, óleos base e lubrificantes. "Trata-se de uma panóplia de produtos que cria riqueza e que é insubstituível. O valor acrescido vai ser pago pelo consumidor e muitas pequenas e médias empresas não vão conseguir suportá-lo", esclarece Telmo Silva.

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