Matosinhos

Um morto e pelo menos um ferido grave numa explosão no Porto de Leixões

Um morto e pelo menos um ferido grave numa explosão no Porto de Leixões

Uma pessoa morreu e outra ficou ferida com gravidade na sequência de algumas explosões, seguidas de incêndio, numa conduta de gás, no Porto de Leixões. O acidente ocorreu durante o desmantelamento da grua Titan, esta quinta-feira.

A vítima mortal, de nacionalidade ucraniana, estava a cortar parte da cabine da grua Titan. A peça desequilibrou-se e o operário não conseguiu soltar-se da estrutura, que caiu sobre uma conduta de gás, provocando uma explosão, seguida de incêndio.

O ferido grave, com queimaduras, foi encaminhado para o hospital de S. João, no Porto.

Segundo fonte hospitalar, o ferido apresenta queimaduras de 2º e 3º grau e vai ser submetido a cirurgia ainda hoje, estando internado na unidade de queimados. Deu ainda entrada no S. João um outro ferido que já teve alta e fará medicação em casa, disse a mesma fonte do Hospital de S. João.

"Há a lamentar um morto, desconhecendo-se ainda o número de feridos. No entanto, no local, estavam três pessoas na operação de desmantelamento do guindaste Titan", indicou o presidente da Câmara de Matosinhos.

Cerca de 70 a 80 pessoas estavam a trabalhar na zona onde ocorreu o acidente. Algumas sofreram ferimentos ligeiros, nomeadamente por inalação de fumo e em quedas na fuga.

"Alguma coisa terá falhado durante os trabalhos, mas não serei eu a dizer o quê", disse o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto. "Será aberto um inquérito para apurar responsabilidades", acrescentou.

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Segundo o presidente da Câmara de Matosinhos, o incêndio foi rapidamente extinto e não chegou a ser necessária evacuação de Matosinhos Sul, como chegou a ser anunciado. Apenas foi aconselhada a retirada das pessoas junto à praia, por precaução.

"Do ponto de vista ambiental, não há consequências, embora existam grandes prejuízos materiais", explicou Guilherme Pinto.

"A conduta de gás em causa faz o abastecimento a Matosinhos sul e deve sair do Porto de Leixões nos próximos dois anos", disse Guilherme Pinto. "É o preço que Matosinhos tem de pagar", desabafou o presidente da Câmara.

Fonte da proteção civil disse ao JN que o acidente afetou o "pipeline" da Repsol e ficou extinto cerca de meia-hora depois de ter deflagrado.

A assessoria da Repsol confirmou, ao JN, o incidente, na Doca de Leixões, no lado Sul, junto à praia de Matosinhos, mas remeteu mais pormenores para mais tarde.

O alerta foi dado cerca das 12.10 horas. A coluna de fumo era visível na cidade do Porto e por vários quilómetros, a norte e a sul de Matosinhos, nomeadamente na Aguda, em Vila Nova de Gaia, constatou o JN, no local.

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